Depois que o público viu a atuação da atriz Cibele Amaral em Subterrâneos, filme que abriu o 36º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, é a vez de ver seu desempenho também como diretora no curta-metragem em 35 mm Momento Trágico. O filme, no qual ela também atua, será exibido hoje à noite, no Cine Brasília, a partir das 20h30.
Apesar do nome, o filme não tem nada de trágico. É uma comédia romântica que conta a história de Júlio, um homem abandonado pela esposa, que contrata um atrapalhado amigo para espioná-la em um grupo de terapia que ela frequenta.
O elenco conta com os amigos de Subeterrâneos, Murilo Grossi e José Eduardo Belmonte. “É muito emocionante participar do filme da Cibele. É um pessoal que trabalha junto há muito tempo”, conta Grossi.
Há quase dez anos, Cibele está envolvida com o cinema, seja como atriz, produtora, cenógrafa. “Já fiz de tudo”, conta. Momento Trágico é o segundo filme que ela dirige. “Pretendo escrever e dirigir outros filmes. O cinema me encanta”, afirma.
No filme de hoje, Cibele promete divertir a platéia. “Quero que as pessoas riam”, diz. Para a atriz, o Festival de Brasília é o mais importante do país. Ela acredita que o cinema brasileiro está melhorando, mas faltam roteiros e, principalmente, incentivo. “Existem filmes de qualidade que não acham espaço nem oportunidade para divulgação. Mas, está começando a surgir um cinema mais interessante”, afirma.
O ator Murilo Grossi também valoriza o festival da capital. “Foi neste festival que aprendi a ver cinema. Foi uma honra participar do filme de abertura e também concorrer com o curta”, explica.
O outro curta da noite é Uma Estrela Pra Ioiô, de Bruno Safadi. Um vendedor de estrelas, uma prostituta e um operário apaixonado são os personagens, da história lúdica. A prostituta, papel de Mariana Ximenes, namora o operário que vive angustiado por não poder dar uma vida melhor para ela.
Quando ele conhece o vendedor de estrelas decide: vai trabalhar até juntar dinheiro suficiente para comprar uma estrela, o melhor presente que uma mulher pode ganhar. O filme carioca foi todo feito em preto-e-branco, dentro de estúdio e tem duração de 15 minutos.
Na mostra competitiva de curtas em 16 mm, serão apresentados hoje, a partir das 15h na Sala Martins Penna do Teatro Nacional os filmes: A Lâmpada e a Flor, de Pablo Ferreira; Cinema Pagador, de Isabel Ribeiro e Henrique Pires; Jesus, de Ricardo Weschenfelder; As Incríveis Bolinhas do Dr. Sorriso Sarcástico, de Gustavo Galvão; e Sexo Virtual Tátil, de Marcius Barbieri. Os dois últimos são os representantes brasilienses.