A festa era para ser só no ano que vem, quando Malhação completa dez anos no ar. Mas uma boa surpresa antecipou as comemorações. No capítulo de segunda-feira retrasada, a novela teve média de 42 pontos. Para se ter uma idéia, no mesmo dia Senhora do destino teve 54. O capítulo mostrou Marcela (Keli Freitas) tentando matar Letícia (Juliana Didone). É a segunda vez que a atual turma bate o recorde da novela. Em julho, Malhação havia marcado a média de 39 pontos.
“O conjunto deu certo. O elenco, a direção e, modéstia à parte, o texto se completam”, explica o autor, Ricardo Hofstetter, que escreve sua sexta – e última – temporada.
Vários fatores explicam o sucesso da novela, entre eles o uso de tramas sociais. Somente este ano, foram mostradas duas tentativas de homicídio, câncer de próstata, corrupção e tietagem. “Aproveitamos nossa audiência para dar dicas à sociedade”, diz Hofstetter.
O entrosamento entre o elenco também ajuda muito. ” Não há estrelismo. Somos unidos e saímos juntos”, explica Thaís Vaz, a Flávia, apontada pelo autor como uma das grandes revelações da novela ao lado de Sergio Höndjakoff, o Cabeção, e Bia Montez, a Vilma.
Diferencial O comportamento dos protagonistas é um diferencial nesta temporada. Letícia é uma mocinha capaz de trair o namorado, enquanto Gustavo (Guilherme Berenguer) foi acusado de tentativa de homicídio.
“Esse é o grande barato da novela. Letícia é uma mocinha mais humana. Ela comete erros como qualquer pessoa”, diz Juliana. Seu colega faz coro: “No começo, Gustavo só aprontava. Ele era um bad boy e depois foi mudando. Isso é diferente”, fala Berenguer.
O casal Cabeção e Miyuki (Danielle Suzuki) também caiu no gosto popular e pode permanecer na novelinha na próxima temporada. “Cabeção é um marco na minha carreira. Sempre vou ter carinho por essa história”, afirma Höndjakoff.