O saxofonista e clarinetista Paulo Moura já havia dito que não existe alguém que toque a música de Chiquinha Gonzaga como a pianista paulistana Clara Sverner, a não ser a própria matriarca do chorinho. Clara fez um dos álbuns mais completos em cima da obra da compositora, intitulado O Piano de Chiquinha Gonzaga. A partir de hoje, ela se apresenta em Brasília, no Clube do Choro, pelo projeto O Brasil Brasileiro de Ary Barroso.
Nesta quarta, quinta e sexta-feiras, a instrumentista mostra porque é considerada um dos nomes mais significativos da MPB erudita neste século 21. Sverner estudou no Conservatório de Genebra, no Mannes College of Music, em Nova York, e foi umas das raras brasileiras premiadas no concurso internacional Wilhelm Backhaus, ainda quando adolescente.
No Clube do Choro, a pianista lembra Chiquinha Gonzaga e toca também Pixinguinha, Guerra-Peixe, Almeida Prado, Gilberto Mendes, Ronaldo Miranda e o homenageado Ary Barroso.