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Cirurgias só em casos graves

Arquivo Geral

11/11/2004 0h00

Quando a hemorróida não é tratada adequadamente, o problema pode evoluir para o que se chama trombose hemorroidária. “Esse processo ocorre quando os vasos se incham e coágulos, denominados trombos, surgem em seu interior”, explica o dr. Ayres.

De acordo com o especialista, quando o paciente se encontra nessa situação, primeiro tenta-se o tratamento clínico, à base de medicamentos e se não for possível resolver o problema, parte-se para técnicas de tratamento cirúrgico.

Alguns desses tratamentos cirúrgicos são ambulatoriais, como a ligadura elástica (quando a hemorróida é ligada por elásticos até necrosar, murchar, e cair), a fotocoagulação e congelação (quando a hemorróida são destruídas respectivamente pelo calor e pelo frio). Nos casos mais graves, a problema é resolvido com a cirurgia tradicional, a extirpação do vaso inflamado com bisturi.

Quando é preciso operar, o paciente costuma receber alta no dia seguinte à cirurgia. A volta ao trabalho dependerá da recuperação, mas a maioria das pessoas retorna às atividades em até 15 dias. O pós-operatório apesar de relativamente longo (pode levar até 50 dias) – tempo necessário à cicatrização completa da região, permite ao paciente manter suas funções normalmente.

Quando não é necessária a cirurgia, o paciente pode tratar o problema com a mudança comportamental, como, por exemplo, não ficar tanto tempo lendo no banheiro, fazer a higiene do ânus com água e sabão e, no caso de quem tem intestino preso, tentar uma alimentação mais saudável, comendo bastante fibras.

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    De acordo com o especialista, quando o paciente se encontra nessa situação, primeiro tenta-se o tratamento clínico, à base de medicamentos e se não for possível resolver o problema, parte-se para técnicas de tratamento cirúrgico.

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