Acidentes de trânsito, queimaduras, quedas. Um pequeno deslize e você pode ficar com uma cicatriz que em pouco tempo poderá comprometer sua auto-estima e gerar complexos. O que fazer para solucionar o problema? “A predisposição do paciente a uma difícil cicatrização costuma variar. Poderá ser maior, mais disfarçada, ou mesmo formar um quelóide – que é uma lesão benigna provocada por uma alteração na cicatrização da pele”, diz o doutor Marcos Grillo, PhD em Cirurgia Plástica.
“O segredo das cirurgias cujas cicatrizes são quase imperceptíveis está na habilidade de o médico fazer as menores incisões possíveis e em regiões estrategicamente menos aparentes”, explica Grillo.
Aqueles que têm predisposição a quelóide, que é uma cicatriz tumoral – embora não tenha nada a ver com câncer – podem receber tratamento baseado em placas e fitas de silicone que, aplicadas sobre a cicatriz, reorganizam o posicionamento das fibras de colágeno”, ensina o cirurgião.
O médico esclarece que a boa cicatriz é aquela cujas fibras de colágeno permanecem paralelas. O especialista alerta para o fato de esse artifício ser mais eficiente em cirurgias recentes. No caso de quelóides formados em cirurgias antigas, os recursos para amenizá-los vão desde massagens com pomadas à base de corticóides, até injeções ou ainda cirurgias reparadoras.