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Cigarro afeta mais fertilidade de homem do que de mulher

Arquivo Geral

04/12/2004 0h00

No último congresso da Associação Americana de Reprodução Humana, realizado na Filadélfia no mês de outubro, médicos israelenses publicaram um estudo onde se comprova que o cigarro afeta muito mais a fertilidade masculina do que a feminina.

Durante 18 meses, foram observados 264 pacientes fumantes e não-fumantes (casais que seriam submetidos à Fertilização In Vitro) e coletadas amostras de sêmen e fluído folicular, que é o líquido que envolve os óvulos no ovário. O número de cigarros consumidos foi anotado diariamente durante o período.

Os resultados foram surpreendentes. Foi comprovado o comprometimento drástico da fertilidade dos homens que fumam, que tiveram altas concentrações de cotinine em suas amostras de sêmen, comprometendo a qualidade dos espermatozóides. Cotinine é uma substância derivada da nicotina, presente inclusive em fumantes passivos.

Os homens que possuíam a cotinine em uma dosagem alta, mais do que 20 ng/ml, apresentaram alterações na preparação do esperma e uma taxa de fertilização dos óvulos diminuída. Verificou-se que a taxa de fertilidade do casal, em que o marido fuma, é de apenas 44,9%, independentemente de a mulher fumar ou não. Já quando o homem não é fumante, esta taxa sobe para 55%. O estudo observou também que, quanto maior o número de cigarros fumados, maior a quantidade de cotinine no esperma.

Nas mulheres fumantes, casadas com parceiros que não fumam, foram encontradas alterações menores na taxa de gravidez. Contudo, o estudo também mostrou que a mulher, ao fumar, tem maior chance de desenvolver um embrião com malformação cromossômica ou genética. “O fumo traz inúmeros prejuízos ao bem-estar feminino. Além de provocar inúmeras doenças e o envelhecimento precoce, o cigarro aumenta o risco de que a mulher tenha filhos com problemas cromossômicos e genéticos”, alerta Arnaldo Cambiaghi, especialista em Infertilidade do Centro de Reprodução Humana do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia).

Os resultados da última pesquisa surpreenderam porque além de constatar que o cigarro é mais prejudicial à fertilidade dos homens do que à das mulheres, comprovou essa conclusão por meio da análise da presença de cotinine no esperma. “Até então, poucos trabalhos haviam comprovado cientificamente os malefícios do fumo na fertilidade masculina”, esclarece Dr Arnaldo.

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    Cigarro afeta mais fertilidade de homem do que de mulher

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    04/12/2004 0h00

    No último congresso da Associação Americana de Reprodução Humana, realizado na Filadélfia no mês de outubro, médicos israelenses publicaram um estudo onde se comprova que o cigarro afeta muito mais a fertilidade masculina do que a feminina.

    Durante 18 meses, foram observados 264 pacientes fumantes e não-fumantes (casais que seriam submetidos à Fertilização In Vitro) e coletadas amostras de sêmen e fluído folicular, que é o líquido que envolve os óvulos no ovário. O número de cigarros consumidos foi anotado diariamente durante o período.

    Os resultados foram surpreendentes. Foi comprovado o comprometimento drástico da fertilidade dos homens que fumam, que tiveram altas concentrações de cotinine em suas amostras de sêmen, comprometendo a qualidade dos espermatozóides. Cotinine é uma substância derivada da nicotina, presente inclusive em fumantes passivos.

    Os homens que possuíam a cotinine em uma dosagem alta, mais do que 20 ng/ml, apresentaram alterações na preparação do esperma e uma taxa de fertilização dos óvulos diminuída. Verificou-se que a taxa de fertilidade do casal, em que o marido fuma, é de apenas 44,9%, independentemente de a mulher fumar ou não. Já quando o homem não é fumante, esta taxa sobe para 55%. O estudo observou também que, quanto maior o número de cigarros fumados, maior a quantidade de cotinine no esperma.

    Nas mulheres fumantes, casadas com parceiros que não fumam, foram encontradas alterações menores na taxa de gravidez. Contudo, o estudo também mostrou que a mulher, ao fumar, tem maior chance de desenvolver um embrião com malformação cromossômica ou genética. “O fumo traz inúmeros prejuízos ao bem-estar feminino. Além de provocar inúmeras doenças e o envelhecimento precoce, o cigarro aumenta o risco de que a mulher tenha filhos com problemas cromossômicos e genéticos”, alerta Arnaldo Cambiaghi, especialista em Infertilidade do Centro de Reprodução Humana do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia).

    Os resultados da última pesquisa surpreenderam porque além de constatar que o cigarro é mais prejudicial à fertilidade dos homens do que à das mulheres, comprovou essa conclusão por meio da análise da presença de cotinine no esperma. “Até então, poucos trabalhos haviam comprovado cientificamente os malefícios do fumo na fertilidade masculina”, esclarece Dr Arnaldo.

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