Um estudo publicado na revista Nature comprovou que durante as fases de sono profundo, o cérebro assimila e consolida o que foi aprendido durante a vigília. Estudo do pesquisador suíço Reto Huber, da Universidade de Wisconsin (EUA), revela a importância da atividade cerebral durante o sono profundo. Nessa fase, conhecida como REM (sono sem movimento rápido dos olhos), os neurônios produzem ondas elétricas lentas que contribuem para o processo de aprendizagem. Doze pessoas fizeram um teste no qual deveriam aprender a realizar um movimento específico com um mouse de computador, em uma tela, para modificar a trajetória do cursor e depois foi medida sua atividade cerebral durante o sono. Com ajuda de um eletroencefalograma, Huber descobriu assim ondas lentas de maior amplitude somente na parte do cérebro afetada pelo teste em questão: o córtex parietal da metade direita do cérebro. Ele comprovou que os indivíduos que tiveram um processo de aprendizagem mais difícil eram precisamente aqueles em que as ondas lentas de maior amplitude se mexeram durante a noite.