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Choro tradicional da capita

Arquivo Geral

13/09/2004 0h00

A trajetória do regional brasiliense Samba-Choro não poderia ser diferente. Dos bares da cidade, onde acompanhou os maiores nomes da velha guarda do samba carioca, o quinteto genuinamente candango se projetou ao primeiro álbum, fruto evidente do reconhecimento do grupo como o melhor da cena atual do samba feito nos redutos da capital federal – Clube do Choro, Plano B e Feitiço Mineiro, principalmente. O grupo Samba-Choro é formado por Makley (pandeiro e voz), Valerinho (cavaquinho), Chico Lopes (sopros), Kunka (surdo) e o conceituado Evandro Barcellos (especialista em cavaco, mas que figura no violão 7 cordas). Essa formação recebeu entusiasmados aplausos aplausos de Nei Lopes, Dona Ivone Lara, Monarco e outros gigantes do samba que conheceram o talento do Samba-Choro nas andanças por Brasília. No primeiro disco, o conjunto exibe uma produção tímida que se faz grande pelo virtuosismo dos instrumentistas e a escolha certeira de repertório, que conta com jóias da casa, como o Samba Para um Sambista Maior (do veterano e saudoso Carlos Elias); a intrumental Na Hora do Recreio (na qual Hamilton de Holanda empresta a composição, o arranjo e seu bandolim) e O Olhar, partido-alto carnavalesco de Noca da Portela que conta com o violão de Rogério Caetano (do Brasília Brasil Trio, de Hamilton). O Samba-Choro desfila um repertório ousado. Foge do trivial de recriar os grandes sucessos e investe nos lados B de Dona Ivone (Luz da Paz), Monarco (Que Vida é Essa), Jorge Aragão (Cena), Nelson Sargento (Leva-me Contigo), Luiz Carlos da Vila (Eterna Alegoria) e Moisés do Trombone (Pará-Savedra). Esse último ainda contracena com o quinteto no álbum. Contudo, foi nas menos conhecidas que o Samba-Choro mostrou uma atenção maior nos arranjos. Em obras-primas como Água de Chuva do Mar, Hora de Partir e Só é Feliz Quem Sabe Amar, é estampado trunfo do disco: o romance entre informalidade do pagode de mesa e o refinamento do chorinho. (G.L.).

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    13/09/2004 0h00

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