Mais conhecido como Procurador da República do que, propriamente, um grande pianista e compositor de formação erudita, Antonio Carlos Bigonha tira a gravata, arregaça as mangas e sobe ao palco do Clube do Choro, amanhã, para se apresentar pelo projeto Prata da Casa.
Mineiro, radicado em Brasília há 25 anos, Bigonha aproveita a deixa para lançar seu primeiro álbum, Azulejando, no qual desfila 11 composições próprias entre o chorinho e a música barroca de Vivaldi e Bach (marco de sua formação musical, iniciada ainda aos sete anos de idade).
No rol de temas que apresenta no Clube, Bigonha faz bossa-nova, samba, valsa e muito chorinho, acompanhado acompanhado do contrabaixo de Rômulo Duarte (baixo); a bateria de Erivelto Silva; a percussão de Leander Motta; e o violão do mestre brasiliense Paulo André Tavares, maestro da Orquestra de Violões da Escola de Música de Brasília.
Apesar de nunca ter mergulhado de cabeça no ramo da música instrumental, Bigonha tem mais de 200 composições guardadas e exibe, na noite de amanhã, o talento que lhe rendeu o primeiro lugar no IV Prêmio BDMG Instrumental.