Menu
Promoções

Chorinho multifacetado

Arquivo Geral

06/10/2004 0h00

Segundo a Lei de Lavoisier, na natureza nada se cria; tudo se transforma. Na música não é diferente. Mesmo com toda a genialidade que lhe rendeu o título de melhor violonista do Brasil, Yamandú Costa admite ser um transformador de sons e tem orgulho em apontar suas influências: Baden Powell, Django Reinhardt e Ary Barroso. A reunião desses ases da música universal compõe o repertório do show que Yamandú traz a Brasília de hoje a sexta, no Clube do Choro, com o seu trio (que se completa com o contrabaixista Thiago Espírito Santo e o baterista Edu Ribeiro).

“Acredito que todo mundo que faz MPB tem influência de Ary. Ele é um dos pilares da nossa música”, declara o violonista gaúcho, hoje equiparado em grandeza de talento com o falecido gênio Raphael Rabello. O chorinho de Yamandú atravessa as fronteiras do País e visita os gêneros tradicionais de toda a América Latina. “Boa parte da minha formação vem do tango e das milongas”, acrescenta.

Yamandú não hesita em tecer elogios à figura antológica de Baden Powell, de quem interpreta a Valsa nº 1 na performance de hoje. “Ele é a grande escola do violão brasileiro”. Antes de morrer, Powell chegou a convidá-lo a tocar com ele, em 1997.

O show que Brasília verá nesta semana será similar ao que o violonista apresentará ao final do ano para a gravação do seu primeiro DVD. O disco encerrará mais de um ano de uma vitoriosa turnê brasileira. “Tenho feito mais de 20 shows por mês. É cansativo, mas compensador”, declara Yamandú. O instrumentista chegou a interromper a excursão do mais recente álbum, o Ao Vivo, para gravar um dueto de violão e clarineta com o mestre do sopro Paulo Moura no disco El Negro Del Branco. Desse disco, pouca coisa será apresentada no Clube do Choro. O músico prevê tocar apenas um tema solo do CD, em homenagem ao argentino Astor Piazzolla.

Para Yamandú Costa, a capital federal é, hoje, um celeiro de novos e bons músicos, além de ser uma das platéias mais interessadas na música instrumental brasileira. “Esse público direcionado tem se multiplicado muito. Brasília é prova disso. É um grande centro responsável por lançar músicos de ponta como Hamilton de Holanda, Gabriel Grossi, Daniel Santiago e Rogério Caetano. Sinto-me honrado em fazer parte desta fase da música brasileira”, diz.

No repertório do show, Yamandú promete tocar alguns temas do homenagado do ano no Clube do Choro, Ary Barroso, e ainda desfilará as principais canções do disco, como O Bem e o Mal (Danilo Caymmi), Vou Deitar e Rolar (Baden Powell) e Disparada (Geraldo Vandré).

serviço

O Brasil Brasileiro de Ary Barroso – Show com o Yamandú Costa Trio. Hoje, amanhã e sexta, às 21h30, no Clube do Choro (Eixo Monumental, próximo ao Centro de Convenções). Ingressos esgotados.

    Você também pode gostar

    Chorinho multifacetado

    Arquivo Geral

    06/10/2004 0h00

    Segundo a Lei de Lavoisier, na natureza nada se cria; tudo se transforma. Na música não é diferente. Mesmo com toda a genialidade que lhe rendeu o título de melhor violonista do Brasil, Yamandú Costa admite ser um transformador de sons e tem orgulho em apontar suas influências: Baden Powell, Django Reinhardt e Ary Barroso. A reunião desses ases da música universal compõe o repertório do show que Yamandú traz a Brasília de hoje a sexta, no Clube do Choro, com o seu trio (que se completa com o contrabaixista Thiago Espírito Santo e o baterista Edu Ribeiro).

    “Acredito que todo mundo que faz MPB tem influência de Ary. Ele é um dos pilares da nossa música”, declara o violonista gaúcho, hoje equiparado em grandeza de talento com o falecido gênio Raphael Rabello. O chorinho de Yamandú atravessa as fronteiras do País e visita os gêneros tradicionais de toda a América Latina. “Boa parte da minha formação vem do tango e das milongas”, acrescenta.

    Yamandú não hesita em tecer elogios à figura antológica de Baden Powell, de quem interpreta a Valsa nº 1 na performance de hoje. “Ele é a grande escola do violão brasileiro”. Antes de morrer, Powell chegou a convidá-lo a tocar com ele, em 1997.

    O show que Brasília verá nesta semana será similar ao que o violonista apresentará ao final do ano para a gravação do seu primeiro DVD. O disco encerrará mais de um ano de uma vitoriosa turnê brasileira. “Tenho feito mais de 20 shows por mês. É cansativo, mas compensador”, declara Yamandú. O instrumentista chegou a interromper a excursão do mais recente álbum, o Ao Vivo, para gravar um dueto de violão e clarineta com o mestre do sopro Paulo Moura no disco El Negro Del Branco. Desse disco, pouca coisa será apresentada no Clube do Choro. O músico prevê tocar apenas um tema solo do CD, em homenagem ao argentino Astor Piazzolla.

    Para Yamandú Costa, a capital federal é, hoje, um celeiro de novos e bons músicos, além de ser uma das platéias mais interessadas na música instrumental brasileira. “Esse público direcionado tem se multiplicado muito. Brasília é prova disso. É um grande centro responsável por lançar músicos de ponta como Hamilton de Holanda, Gabriel Grossi, Daniel Santiago e Rogério Caetano. Sinto-me honrado em fazer parte desta fase da música brasileira”, diz.

    No repertório do show, Yamandú promete tocar alguns temas do homenagado do ano no Clube do Choro, Ary Barroso, e ainda desfilará as principais canções do disco, como O Bem e o Mal (Danilo Caymmi), Vou Deitar e Rolar (Baden Powell) e Disparada (Geraldo Vandré).

    serviço

    O Brasil Brasileiro de Ary Barroso – Show com o Yamandú Costa Trio. Hoje, amanhã e sexta, às 21h30, no Clube do Choro (Eixo Monumental, próximo ao Centro de Convenções). Ingressos esgotados.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado