Chocolate não é apenas um alimento saboroso. Tampouco uma poção maléfica de prazer gastronômico. Equilibrando o consumo, pode até fazer bem à saúde. Como amanhã é praticamente o dia mundial do chocolate, símbolo consumista da Páscoa, é bom ficar por dentro dos benefícios que essa maravilha derivada do cacau pode nos trazer.
Essa guloseima engorda sim, mas, de acordo com alguns estudos recentes, se ingerida com moderação pode proteger as artérias e o coração. Explica-se: é que a substância chamada flavonóide, abundante no cacau e por conseqüência no chocolate, é poderosa na eliminação dos radicais livres e age como aspiradora na parede das artérias, ajudando a evitar a arteriosclerose.
EnergiaEsses estudos também identificam o chocolate como boa fonte de energia e apontam que o produto pode funcionar, inclusive, como estimulante do sistema nervoso central.
De acordo com a médica Maria Isabel Correia, especialista em nutrição, esses agentes antioxidantes estão presentes em maior concentração nas uvas e nos vegetais, e a ação protetora do chocolate é mais discreta, por exemplo, qua a do vinho tinto. Mas a médica faz um alerta: “exagerar na dose gera efeitos desagradáveis”.
Uma única barra chega a conter 25% de todas as calorias que o corpo humano necessita em um dia, 2.500 de acordo com a Organização para Alimentos e Agricultura da ONU, a FAO. Contudo, a especialista alivia a restrição para os apreciadores de ovos de Páscoa: “É melhor, do ponto de vista nutricional, comer um chocolate que se empanturrar de batata frita”.
SubstituiçãoMas para os apressadinhos de plantão vai uma notícia nada doce. A versão saudável do chocolate é a meio-amarga. Por conter mais cacau, a concentração de flavonóides é maior. Sem tanto açúcar nem leite, ingerem-se menos calorias pelo mesmo prazer.
Como a data é única no ano, a doutora Maria Isabel lembra que mesmo quem está em dieta pode aproveitar. Para isso, basta substituir algum alimento pelo chocolate.