O Chiclete com Banana agitou o público brasiliense na noite do último domingo. De acordo com a segurança do evento, cerca de 30 mil pessoas estavam no Autódromo Internacional Nelson Piquet, animando o Nana Fest. Música baiana, forró, hits dos anos 60 e até rock fizeram parte do repertório do show, que não deixou ninguém parado.
“É sempre muito bom tocar em Brasília, um público muito animado. Terminar a semana com um show na cidade é muito gratificante para o Chiclete”, disse o vocalista Bell Marques, em entrevista ao Jornal de Brasília, antes de subir ao palco. O show começou às 20h30, com o sucesso Voa Voa. O repertório foi baseado no mais recente CD da banda, Sou Chicleteiro.
Entre os novos hits, o Chiclete tocou canções antigas e também de outras bandas. Com o clássico Whisky a Go go, levou o público a dançar no ritmo dos anos 60. Teve ainda o rock do Pink Floyd, com a música Another Brick in The Wall, que ganhou um arranjo baiano.
Durante todo o show, o Chiclete mostrou muito carinho pelos brasilienses. Para Bell Marques, a relação tornou-se de cumplicidade. “A primeira vez que pensamos em tocar em Brasília foi estranho, pois entre o Chiclete e a cidade existia uma barreira chamada rock´n´roll. Mas como temos raízes no rock, aproximamos e conquistamos o público, assim como eles nos conquistaram”, revelou.
A apresentação da banda terminou às 23h, com Quero Chiclete. Apesar dos shows de música baiana serem marcados por confusões, foi tranquilo. “Ficamos felizes em ver uma festa com tanta paz, num clima de alegria e animação. Obrigado Brasília”, disse o vocalista ao público.
Havia um telão de cada lado do palco. Além de passarem imagens do show, projetaram um vídeo que mostrava a estrutura e a programação da Micarecandanga 2005, que será entre os dias 19 e 21 de agosto, e muda de lugar, será no estacionamento do estádio Mané Garrincha.
Segundo a segurança do evento, mais de 70 pessoas foram colocadas para fora do show por motivo de brigas e furtos. Mas não foi registrado nenhum caso grave. “Existem pessoas que vem com as suas gangues. O objetivo deles é apenas brigar e roubar, não estão nem aí para o show”, afirmou o chefe da segurança, que não quis ser identificado.