Embora já não vista a roupa vermelha e as antenas do Chapolim Colorado, nem consiga esconder-se num barril com a agilidade de Chaves, o ícone do humor televisivo latino-americano Roberto Bolaños não parou de escrever. Aos 74 anos, depois de redigir sua autobiografia e diversos ensaios (um sobre o riso, outro sobre o futebol, uma de suas grandes paixões) Bolaños mergulha começa a escrever um romance erótico, ainda sem título.
Segundo a editora Punto de Lectura, nos seis meses passados desde que foi lançado seu único livro de poesia, Y También Poesía, o dramaturgo vendeu mais exemplares no México do que a obra mais recente do venerado escritor uruguaio Mario Benedetti, pilar da poesia latino-americana.
Hoje, o ator está um pouco surdo e sofre de diabetes leve, mas seus cabelos quase não têm fios brancos e seus olhos brilham quando explica que agora é feliz porque escreve sem a pressa dos roteiros de TV.
Ele é casado com Florinda Meza, que também participava da série Chaves, como mãe do personagem Quico. Hoje, está com seis filhos e 12 netos de um casamento anterior.
Os personagens populares do autor, especialmente Chaves e Chapolim, são considerados um verdadeiro fenômeno de audiência e já lhe valeram agradecimentos especiais de ídolos do futebol como Pelé e Diego Maradona.