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Células-tronco consertam células cardíacas doentes

Arquivo Geral

12/10/2004 0h00

Células-tronco embrionárias parecem ser mais poderosas do que se pensava. Elas foram capazes de reverter um defeito de nascença letal em camundongos. Especialistas na área receberam com entusiasmo a descoberta, feita por colegas do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, nos Estados Unidos, e publicada na revista Science na última semana. “O novo estudo expande o repertório de potencial terapêutico das células-tronco embrionárias”, afirmou Kenneth Chien, da Universidade da Califórnia, em San Diego, em artigo que acompanha o trabalho publicado na revista.

Células-tronco embrionárias são células capazes de se transformar em qualquer tecido do corpo. Muitos cientistas acreditam que estimulá-las pode um dia levar à regeneração de tecidos para tratar inúmeras doenças.

coração sadioO experimento feito pelos pesquisadores do Sloan-Kettering sugere que elas têm um papel adicional. Eles injetaram células-tronco em embriões de camundongos que iriam desenvolver deficiências tão graves no coração que morreriam ainda na barriga de suas mães. Metade dos camundongos nasceu com corações sadios.

“Ficamos surpresos que (os camundongos) tenham nascido e fossem normais”, disse Deigo Fraidenraich, que liderou o trabalho.

Poucas células-tronco, no entanto, se desenvolveram em tecido sadio do coração. Em vez disso, os pesquisadores descobriram que elas haviam secretado certas moléculas que sinalizavam a células do coração na região para que fizessem algumas mudanças, arrumando os defeitos de crescimento delas.

Fraidenraich chamou as secreções de “fatores de resgate”. Para Chien, os cientistas devem testar agora se esses moléculas também podem tratar doença do coração em adultos.

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    Células-tronco embrionárias são células capazes de se transformar em qualquer tecido do corpo. Muitos cientistas acreditam que estimulá-las pode um dia levar à regeneração de tecidos para tratar inúmeras doenças.

    coração sadioO experimento feito pelos pesquisadores do Sloan-Kettering sugere que elas têm um papel adicional. Eles injetaram células-tronco em embriões de camundongos que iriam desenvolver deficiências tão graves no coração que morreriam ainda na barriga de suas mães. Metade dos camundongos nasceu com corações sadios.

    “Ficamos surpresos que (os camundongos) tenham nascido e fossem normais”, disse Deigo Fraidenraich, que liderou o trabalho.

    Poucas células-tronco, no entanto, se desenvolveram em tecido sadio do coração. Em vez disso, os pesquisadores descobriram que elas haviam secretado certas moléculas que sinalizavam a células do coração na região para que fizessem algumas mudanças, arrumando os defeitos de crescimento delas.

    Fraidenraich chamou as secreções de “fatores de resgate”. Para Chien, os cientistas devem testar agora se esses moléculas também podem tratar doença do coração em adultos.

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