Cientistas americanos usaram células-tronco do cordão umbilical de um recém-nascido para salvar a vida de crianças com síndrome de Hurler, uma doença metabólica que causa a morte antes dos seis anos de vida.
Segundo um artigo de New England Journal of Medicine, a administração das células-tronco pode curar grande parte das lesões cerebrais e orgânicas progressivas da doença.
“As células-tronco do cordão umbilical parecem corrigir os danos orgânicos da mesma maneira que as células adultas da medula óssea”, disse a médica Joanne Kurtzberg, chefe do Programa de Sangue Pediátrico e Transplantes de Medula da Universidade de Duke e diretora do estudo.
Estas células têm muitas características que encontram um ambiente mais propício para a recuperação e, por serem imaturas, podem ser muito mais rapidamente transformadas em outras células com melhores possibilidades de reparar os danos existentes, afirmou a doutora Kurtzberg.
As crianças que sofrem da síndrome de Hurler morrem antes dos seis anos, porque carecem de uma enzima, o que causa a deterioração progressiva do cérebro, do coração, dos ossos, das cartilagens e da córnea. As células-tronco umbilicais têm esta enzima, que em sua reconversão detém a doença e repara os órgãos e os tecidos.