Prêmios, homenagens e convidados ilustres encerraram a II Mostra Sesc do Teatro Candango. O espetáculo Cascudo foi o grande vencedor, ficando com quatro dos sete prêmios: melhor direção, iluminação, atriz e espetáculo. A melhor cenografia foi para Maria Carmem, da peça Decamerão, Histórias Quase Santas. Hugo Rodas e Eliana Carneiro levaram o prêmio de melhor figurino por Salomé. Denis Camargo foi premiado como melhor ator por O Facilitador.
O diretor e ator Humberto Pedrancini foi o convidado especial pelos seus 30 anos de carreira. Também estiveram presentes os atores Françoise Fourton, Maria Zilda, Lucélia Santos, Rosamaria Murtinho, Karin Fehrmann, Murilo Rosa e Paulo Autran.
O “lord” do teatro brasileiro Paulo Autran, 82 anos, conta que veio à Brasília com a intenção de homenagear os colegas de profissão e o teatro candango. “Só soube que seria homenageado quando cheguei”, diz. O ator fala sobre a necessidade de estar sempre se reciclando. “A forma de representar muda sempre. Coitado de quem não percebe isso”, provoca.
Paulo Autran elogia a iniciativa do Sesc em premiar novos talentos. “Tudo que incentiva as artes cênicas é importante. O teatro é uma atividade positiva, ela encaminha os menores para uma vida melhor”, acrescenta. Autran cita como atores promissores da nova geração Rodrigo Santoro, Matheus Nachtergaele, Petrônio Gontijo e Murilo Rosa.
O brasiliense Murilo, também homenageado pela mostra, diz que é uma honra estar ao lado de Paulo Autran neste momento. “Quando percebemos o reconhecimento é muito bacana”, orgulha-se. Murilo foi premiado na última segunda-feira pela Academia Internacional de Cultura como expressão nacional. Nos 11 anos de carreira ele atuou em dez novelas, oito filmes e perdeu as contas do número de peças. E tudo começou aqui na cidade.
“Ser convidado para essa mostra me traz uma felicidade dupla. Primeiro porque é uma premiação para a arte brasiliense e quando eu saí daqui não tinha esse tipo de incentivo. E, também, porque é uma honra estar presente na homenagem aos 30 anos de carreira de Pedrancini. Ele foi meu primeiro professor, guardo sua lembrança com muito carinho”, confessa.