Menu
Promoções

Casamento duradouro com a MPB

Arquivo Geral

06/12/2004 0h00

A Música Popular Brasileira tem alguns casos de coerência marcantes, de artistas que dedicaram sua carreira para difundir e fortalecer um gênero que produziu gênios e canções de inestimável valor. É o caso de Joanna, que está comemorando 25 anos de palco e casamento com a MPB, com o lançamento do CD Entre Amigos.

São poucos aqueles intérpretes e compositores que têm um relacionamento tão afável e carismático com o público e um gênero musical, como Joanna. Apressada e costumeiramente rotulada, de cantora romântica, a artista é mais do que isso.

Neste um quarto de século de trabalho, Joanna emprestou sua voz aveludada para popularizar um cancioneiro, que poderia ficar relegado à alguma roda elitista de amigos. Ela comemora, com serenidade e alegria: “Eu estou tomada de um sentimento pleno de saber que foi possível realizar um sonho”.

Em entrevista ao Jornal de Brasília, Joanna comenta que viveu momentos inesquecíveis, valorizados por sua opção de cantar a MPB. Um dos maiores, a artista viveu no início de carreira. “Foi quando eu tive nas mãos o meu primeiro disco gravado, o Nascente. Essa emoção é única, intransferível”, recorda.

público fielA partir dessa estréia, Joanna foi conquistando, gradativamente, um público fiel, sensível à beleza da música popular brasileira e às coisas do amor. “A culminação de meu trabalho aconteceu com as milhões de cópias vendidas de meus discos. E é isto que toca: saber que minha música atingiu milhões de pessoas, que entenderam o sentido da poesia. E nestes 25 anos de carreira, este é o sentimento mais importante de todos: o de gratidão a essas pessoas”, discorre emocionada.

Em grande parte da obra de Joanna, que é também compositora, a presença da intérprete ganhou vigor com o resgate de nomes como Lupicínio Rodrigues e Dolores Duran, sem falar no reforço de outros ícones, como Roberto Carlos e Chico Buarque, entre tantos outros. “Para mim, foi um grande privilégio poder entoar o canto desses grandes poetas”, arremata.

A interpretação dos clássicos da MPB surgiu na década de 80, quando ela deixou um pouco o seu lado de compositora, muito exercitado em seus primeiros trabalhos. Faceta, aliás, que ela está retomando. “Eu nunca deixei de compor. Este lado latente de compositora está muito presente. E, do ano passado para cá, ele voltou com mais força”, conta a artista que pensa em um projeto com composições próprias.

Amadurecida pelo exercício musical e pelo contato com a música de artistas geniais, e a relação com amigos e parceiros iluminados como Isolda, Francis Hime, Maria Bethânia e Renato Teixeira, Joanna prefere pensar no presente e no comemorativo CD Entre Amigos.

AmizadeJoanna valoriza extremamente a amizade e foi este sentimento que permeou a escolha do repertório do disco. “Eu fui pelo coração, pelo que mais me tocava. Gravei com os meus amigos, com aqueles com quem eu tinha laços de identificação musical muito forte”, argumenta a artista.

É o caso da cantora baiana Maria Bethânia. Joanna complementa: “A presença de Bethãnia como convidada teve uma dupla motivação: a vida inteira ela foi um ídolo musical para mim, e tem também a amizade. O repertório do CD é realmente muito pessoal”.

Além de Bethânia, Entre Amigos tem outros convidados ilustres, como João Bosco, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho, sem falar nas participações, post mortem, de Cazuza e Gonzaguinha, que cantam no CD graças à ajuda da tecnologia de ponta. Este disco surge como uma grande ode à amizade e à MPB, construída com carinho e paixão por Joanna.

    Você também pode gostar

    Casamento duradouro com a MPB

    Arquivo Geral

    06/12/2004 0h00

    A Música Popular Brasileira tem alguns casos de coerência marcantes, de artistas que dedicaram sua carreira para difundir e fortalecer um gênero que produziu gênios e canções de inestimável valor. É o caso de Joanna, que está comemorando 25 anos de palco e casamento com a MPB, com o lançamento do CD Entre Amigos.

    São poucos aqueles intérpretes e compositores que têm um relacionamento tão afável e carismático com o público e um gênero musical, como Joanna. Apressada e costumeiramente rotulada, de cantora romântica, a artista é mais do que isso.

    Neste um quarto de século de trabalho, Joanna emprestou sua voz aveludada para popularizar um cancioneiro, que poderia ficar relegado à alguma roda elitista de amigos. Ela comemora, com serenidade e alegria: “Eu estou tomada de um sentimento pleno de saber que foi possível realizar um sonho”.

    Em entrevista ao Jornal de Brasília, Joanna comenta que viveu momentos inesquecíveis, valorizados por sua opção de cantar a MPB. Um dos maiores, a artista viveu no início de carreira. “Foi quando eu tive nas mãos o meu primeiro disco gravado, o Nascente. Essa emoção é única, intransferível”, recorda.

    público fielA partir dessa estréia, Joanna foi conquistando, gradativamente, um público fiel, sensível à beleza da música popular brasileira e às coisas do amor. “A culminação de meu trabalho aconteceu com as milhões de cópias vendidas de meus discos. E é isto que toca: saber que minha música atingiu milhões de pessoas, que entenderam o sentido da poesia. E nestes 25 anos de carreira, este é o sentimento mais importante de todos: o de gratidão a essas pessoas”, discorre emocionada.

    Em grande parte da obra de Joanna, que é também compositora, a presença da intérprete ganhou vigor com o resgate de nomes como Lupicínio Rodrigues e Dolores Duran, sem falar no reforço de outros ícones, como Roberto Carlos e Chico Buarque, entre tantos outros. “Para mim, foi um grande privilégio poder entoar o canto desses grandes poetas”, arremata.

    A interpretação dos clássicos da MPB surgiu na década de 80, quando ela deixou um pouco o seu lado de compositora, muito exercitado em seus primeiros trabalhos. Faceta, aliás, que ela está retomando. “Eu nunca deixei de compor. Este lado latente de compositora está muito presente. E, do ano passado para cá, ele voltou com mais força”, conta a artista que pensa em um projeto com composições próprias.

    Amadurecida pelo exercício musical e pelo contato com a música de artistas geniais, e a relação com amigos e parceiros iluminados como Isolda, Francis Hime, Maria Bethânia e Renato Teixeira, Joanna prefere pensar no presente e no comemorativo CD Entre Amigos.

    AmizadeJoanna valoriza extremamente a amizade e foi este sentimento que permeou a escolha do repertório do disco. “Eu fui pelo coração, pelo que mais me tocava. Gravei com os meus amigos, com aqueles com quem eu tinha laços de identificação musical muito forte”, argumenta a artista.

    É o caso da cantora baiana Maria Bethânia. Joanna complementa: “A presença de Bethãnia como convidada teve uma dupla motivação: a vida inteira ela foi um ídolo musical para mim, e tem também a amizade. O repertório do CD é realmente muito pessoal”.

    Além de Bethânia, Entre Amigos tem outros convidados ilustres, como João Bosco, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho, sem falar nas participações, post mortem, de Cazuza e Gonzaguinha, que cantam no CD graças à ajuda da tecnologia de ponta. Este disco surge como uma grande ode à amizade e à MPB, construída com carinho e paixão por Joanna.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado