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Casais infertéis são 20%

Arquivo Geral

26/10/2004 0h00

Os números mostram que em 80% dos casais com vida sexual normal, as mulheres engravidam em um ano. Os 20% restantes sofrem de infertilidade, orgânica ou psicológica. Isto, contudo, não é desesperador. Na maioria dos casos, o avanço das técnicas de reprodução humana, novos aparelhos e medicamentos garantem a concepção.

“Na análise da infertilidade, 40% das causas são referentes à mulher, 30% ao homem, 20% ao casal e 10% sem diagnóstico”, explica Karam Abou Saab, professor da Universidade Federal do Paraná e diretor do Centro Paranaense de Fertilidade, explicando que apenas 5% dos problemas são psicológicos.

O assunto é ainda pouco debatido pela sociedade, que precisa entender melhor o tema para poder solucioná-lo. “Infertilidade é uma doença dos órgãos reprodutivos de homens e mulheres que compromete uma das funções mais básicas do corpo: a capacidade de ter filhos”, esclarece, por sua vez, o dr. Roger Abdelmassih, especialista em reprodução humana.

Segundo este médico, as pessoas se esquecem de cuidar da fertilidade, o que gera a infertilidade. “Não é um hábito do brasileiro se preocupar com a fertilidade. As pessoas acham que basta querer e o filho vem. Na realidade, a fertilidade deveria ser cuidada, preservada”, afirma.

Hábitos de vida saudáveis podem evitar que o casal passe por dificuldades para ter um bebê. “São cuidados simples, mas que requerem empenho e consciência da pessoa”, afirma o dr. Abdelmassih. Fumo, excesso de peso ou magreza extrema, idade avançada das mulheres e doenças sexualmente transmissíveis são alguns dos fatores que contribuem para a perda da fertilidade.

fumoO cigarro, por exemplo, afeta seriamente a fertilidade feminina. Estudo no Reino Unido constatou que até 13% da infertilidade em mulheres podem ser atribuídos ao hábito de fumar. Pesquisas mostram que fumar é danoso para os ovários, e que a nicotina interfere na capacidade do corpo de produzir estrógeno, hormônio que regula a ovulação, além de poder causar alterações genéticas nos óvulos.

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) também são uma das principais causas da infertilidade e, como nem sempre apresentam sintomas visíveis, muitos homens e mulheres freqüentemente não sabem que têm DST. Com isso, ameaçam sua fertilidade e só vão se dar conta do problema muito tarde, quando já não há solução. “Por isso a importância do uso de preservativos”, reforça o dr. Abdelmassih.

Cerca de 12% dos casos de infertilidade estão relacionados com excesso de peso ou magreza extrema. Se uma mulher tem gordura corporal demais, o organismo produz estrógeno em excesso e começa a reagir como se estivesse controlando a reprodução, limitando as chances de gravidez. Por outro lado, mulheres magérrimas não produzem uma quantidade suficiente de estrógeno e seus ciclos reprodutivos começam a falhar.

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    26/10/2004 0h00

    Os números mostram que em 80% dos casais com vida sexual normal, as mulheres engravidam em um ano. Os 20% restantes sofrem de infertilidade, orgânica ou psicológica. Isto, contudo, não é desesperador. Na maioria dos casos, o avanço das técnicas de reprodução humana, novos aparelhos e medicamentos garantem a concepção.

    “Na análise da infertilidade, 40% das causas são referentes à mulher, 30% ao homem, 20% ao casal e 10% sem diagnóstico”, explica Karam Abou Saab, professor da Universidade Federal do Paraná e diretor do Centro Paranaense de Fertilidade, explicando que apenas 5% dos problemas são psicológicos.

    O assunto é ainda pouco debatido pela sociedade, que precisa entender melhor o tema para poder solucioná-lo. “Infertilidade é uma doença dos órgãos reprodutivos de homens e mulheres que compromete uma das funções mais básicas do corpo: a capacidade de ter filhos”, esclarece, por sua vez, o dr. Roger Abdelmassih, especialista em reprodução humana.

    Segundo este médico, as pessoas se esquecem de cuidar da fertilidade, o que gera a infertilidade. “Não é um hábito do brasileiro se preocupar com a fertilidade. As pessoas acham que basta querer e o filho vem. Na realidade, a fertilidade deveria ser cuidada, preservada”, afirma.

    Hábitos de vida saudáveis podem evitar que o casal passe por dificuldades para ter um bebê. “São cuidados simples, mas que requerem empenho e consciência da pessoa”, afirma o dr. Abdelmassih. Fumo, excesso de peso ou magreza extrema, idade avançada das mulheres e doenças sexualmente transmissíveis são alguns dos fatores que contribuem para a perda da fertilidade.

    fumoO cigarro, por exemplo, afeta seriamente a fertilidade feminina. Estudo no Reino Unido constatou que até 13% da infertilidade em mulheres podem ser atribuídos ao hábito de fumar. Pesquisas mostram que fumar é danoso para os ovários, e que a nicotina interfere na capacidade do corpo de produzir estrógeno, hormônio que regula a ovulação, além de poder causar alterações genéticas nos óvulos.

    As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) também são uma das principais causas da infertilidade e, como nem sempre apresentam sintomas visíveis, muitos homens e mulheres freqüentemente não sabem que têm DST. Com isso, ameaçam sua fertilidade e só vão se dar conta do problema muito tarde, quando já não há solução. “Por isso a importância do uso de preservativos”, reforça o dr. Abdelmassih.

    Cerca de 12% dos casos de infertilidade estão relacionados com excesso de peso ou magreza extrema. Se uma mulher tem gordura corporal demais, o organismo produz estrógeno em excesso e começa a reagir como se estivesse controlando a reprodução, limitando as chances de gravidez. Por outro lado, mulheres magérrimas não produzem uma quantidade suficiente de estrógeno e seus ciclos reprodutivos começam a falhar.

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