O Programa de Educação a Distância em Bancos de Leite Humano e Aleitamento Materno, a ser lançado pelo Ministério da Saúde no segundo semestre, tem como proposta capacitar profissionais de saúde que atuam nos bancos de leite e na assistência à amamentação. O trabalho será desenvolvido sob orientação do ministério, por meio da Rede Nacional de Bancos de Leite Humano da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com estados e municípios.
O programa do curso inclui o processamento e controle da qualidade do leite humano ordenhado, a assistência em aleitamento materno, a gestão da qualidade, o processo de informação e comunicação e a alimentação de recém-nascidos prematuros e de baixo peso.
O Congresso Internacional de Bancos de Leite Humano tem como objetivo trocar conhecimentos e avanços científicos sobre a amamentação com outros países e formar a Rede de Bancos de Leite Humano da América Latina e Caribe. “O Brasil é reconhecido pela OMS como o país com a maior rede de bancos de leite do mundo. É também o que mais avançou em estudos científicos sobre o leite humano”, afirma Sônia Salviano.
Ela explica que todos os bancos de leite do Brasil são capacitados pelo Ministério da Saúde. Existem 172 no País, em todos os estados, exceto em Rondônia, que deve inaugurar o seu até setembro. Esses bancos são de natureza privada ou pertencem ao SUS.
O leite materno processado nos bancos de leite humano atende principalmente bebês prematuros ou doentes que não conseguem mamar no peito da mãe. O leite extraído irá suprir provisoriamente as necessidades dos bebês, enquanto eles aprendem a mamar. Assim, os recém-nascidos recebem os nutrientes adequados à espécie humana e se recuperam mais rapidamente.
O Programa Nacional de Controle de Qualidade em Banco de Leite Humano, criado pelo governo federal em 2003, representa um dos mais importantes avanços para a qualificação dessas unidades de saúde. O programa visa a garantir a qualidade do processamento do leite coletado e distribuído nesses locais. Todos os responsáveis técnicos pelos bancos de leite passaram por treinamento obrigatório para reciclagem, oferecido pelo governo.
A nova etapa dessa capacitação acontecerá a partir do segundo semestre. Os bancos de leite poderão participar voluntariamente do processo, que servirá como um teste para avaliar se as técnicas aplicadas atendem às recomendações oficiais. Nessa nova etapa, o Centro de Referência Nacional de Banco de Leite Humano do Ministério da Saúde – o banco de leite do Instituto Fernandes Figueira da Fiocruz – enviará mensalmente aos bancos que aderiram ao programa amostras de leite para análise. “Os profissionais dos bancos deverão atestar se o leite enviado tem qualidade para consumo pelos bebês ou se apresenta algum problema, como uma contaminação”, informa Sônia Salviano.