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Câncer de boca avança no País

Arquivo Geral

29/09/2004 0h00

Ocâncer de boca tem preocupado os especialistas da área em todo o Brasil. Somente em 2002, a doença matou mais de 3.500 pessoas e, a cada ano, aparecem dez mil novos casos. Na hierarquia nacional, é o oitavo tipo de câncer que mais mata. Seu avanço gradual pode ser barrado se houver uma prevenção e a busca de um diagnóstico precoce. Isto é o melhor a se fazer para diminuir o número de mortes.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o índice de mortalidade da doença é ainda alto. Quase 40% dos casos da doença acabam em morte. Isso acontece porque 70% dos diagnósticos são feitos quando a lesão atingiu um estágio avançado. Daí a necessidade de identificar a doença o mais cedo possível.

Já foi detectado que, no Brasil, geralmente desenvolve câncer bucal o indivíduo do sexo masculino, trabalhador, acima dos 30 anos, fumante, consumidor de bebidas alcoólicas e de classe social menos favorecida.

Causas Fumo, álcool, má higiene e uso de próteses dentárias mal-ajustadas são as maiores causas do câncer de boca. O principal sintoma da doença é o aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam em até uma semana. O câncer bucal pode ter outros sintomas, como ulcerações superficiais e indolores com menos de dois centímetros de diâmetro – que podem sangrar ou não – e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal.

Em nível avançado, o câncer de boca tem como sintomas dificuldade da fala, do ato de mastigar e da deglutição, emagrecimento acentuado, dor e a presença de linfadenomegalia cervical (íngua no pescoço).

Médicos recomendam como forma de prevenção que as pessoas façam o auto-exame da boca uma vez a cada seis meses. O auto-exame deve ser feito em um local bem iluminado, diante do espelho. O objetivo é identificar lesões precursoras do câncer de boca. Devem ser observados sinais como mudança na cor da pele e mucosas, endurecimentos, caroços, feridas, inchações, áreas dormentes, dentes quebrados ou amolecidos e úlcera rasa, indolor e avermelhada.

Evitar o fumo e o álcool, manter a higiene bucal, fazer uma consulta odontológica pelo menos uma vez por ano e ter uma dieta saudável, rica em frutas e vegetais em geral, são boas dicas para prevenir o câncer bucal. Outra recomendação importante é evitar a exposição ao sol sem proteção (filtro solar ou chapéu de aba longa).

Quando o câncer bucal é diagnosticado, a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia – isolada ou associada aos outros tratamentos – são os métodos terapêuticos usados. A cirurgia e a radioterapia são mais indicadas quando as lesões estão na fase inicial. Se o câncer bucal é descoberto nesse período, as chances de cura são de 80%.

A quimioterapia é empregada nos casos avançados. O objetivo é reduzir o tumor para permitir o tratamento posterior pela radioterapia ou cirurgia. O prognóstico nesses casos é extremamente grave, pela impossibilidade de controle total das lesões maiores.

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    Câncer de boca avança no País

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    29/09/2004 0h00

    Ocâncer de boca tem preocupado os especialistas da área em todo o Brasil. Somente em 2002, a doença matou mais de 3.500 pessoas e, a cada ano, aparecem dez mil novos casos. Na hierarquia nacional, é o oitavo tipo de câncer que mais mata. Seu avanço gradual pode ser barrado se houver uma prevenção e a busca de um diagnóstico precoce. Isto é o melhor a se fazer para diminuir o número de mortes.

    De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o índice de mortalidade da doença é ainda alto. Quase 40% dos casos da doença acabam em morte. Isso acontece porque 70% dos diagnósticos são feitos quando a lesão atingiu um estágio avançado. Daí a necessidade de identificar a doença o mais cedo possível.

    Já foi detectado que, no Brasil, geralmente desenvolve câncer bucal o indivíduo do sexo masculino, trabalhador, acima dos 30 anos, fumante, consumidor de bebidas alcoólicas e de classe social menos favorecida.

    Causas Fumo, álcool, má higiene e uso de próteses dentárias mal-ajustadas são as maiores causas do câncer de boca. O principal sintoma da doença é o aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam em até uma semana. O câncer bucal pode ter outros sintomas, como ulcerações superficiais e indolores com menos de dois centímetros de diâmetro – que podem sangrar ou não – e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal.

    Em nível avançado, o câncer de boca tem como sintomas dificuldade da fala, do ato de mastigar e da deglutição, emagrecimento acentuado, dor e a presença de linfadenomegalia cervical (íngua no pescoço).

    Médicos recomendam como forma de prevenção que as pessoas façam o auto-exame da boca uma vez a cada seis meses. O auto-exame deve ser feito em um local bem iluminado, diante do espelho. O objetivo é identificar lesões precursoras do câncer de boca. Devem ser observados sinais como mudança na cor da pele e mucosas, endurecimentos, caroços, feridas, inchações, áreas dormentes, dentes quebrados ou amolecidos e úlcera rasa, indolor e avermelhada.

    Evitar o fumo e o álcool, manter a higiene bucal, fazer uma consulta odontológica pelo menos uma vez por ano e ter uma dieta saudável, rica em frutas e vegetais em geral, são boas dicas para prevenir o câncer bucal. Outra recomendação importante é evitar a exposição ao sol sem proteção (filtro solar ou chapéu de aba longa).

    Quando o câncer bucal é diagnosticado, a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia – isolada ou associada aos outros tratamentos – são os métodos terapêuticos usados. A cirurgia e a radioterapia são mais indicadas quando as lesões estão na fase inicial. Se o câncer bucal é descoberto nesse período, as chances de cura são de 80%.

    A quimioterapia é empregada nos casos avançados. O objetivo é reduzir o tumor para permitir o tratamento posterior pela radioterapia ou cirurgia. O prognóstico nesses casos é extremamente grave, pela impossibilidade de controle total das lesões maiores.

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