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Campesinato e escravidão em pauta

Arquivo Geral

01/07/2004 0h00

Guillermo Palacios, mestre em História Universal por El Colegio de México e doutor pela Universidade de Princeton (EUA), traz no livro Campesinato e escravidão no Brasil: Agricultores livres e pobres na Capitania Geral de Pernambuco, um documento ímpar sobre a Capitania Geral de Pernambuco.

Historicamente, a região foi palco, ao longo do século 18 e das primeiras décadas do 19, de uma desigual batalha entre duas formas de produzir e de organizar as sociedades regionais. Por um lado, os complexos encabeçados pelos engenhos tentavam sobrepor-se à crise desatada no final do século 17 no mercado mundial do açúcar.

Por outro lado, havia uma infinidade de pequenas comunidades de agricultores, ou seja, praticantes do campesinato que produziam legumes, mandioca e tabaco, expandindo suas áreas de sobrevivência em direção aos espaços deixados vagos pela crise do complexo açucareiro.

Na segunda metade do século, mediante o plantio do algodão, os agricultores livres de Pernambuco ocuparam boa parte do território das plantações e constituíram o principal elo de articulação do Nordeste do Brasil com o mercado mundial.

O título foi vencedor ainda do Prêmio Javier Clavijero 1998 de melhor pesquisa histórica do Instituto Nacional de Antropologia e História do México

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    01/07/2004 0h00

    Guillermo Palacios, mestre em História Universal por El Colegio de México e doutor pela Universidade de Princeton (EUA), traz no livro Campesinato e escravidão no Brasil: Agricultores livres e pobres na Capitania Geral de Pernambuco, um documento ímpar sobre a Capitania Geral de Pernambuco.

    Historicamente, a região foi palco, ao longo do século 18 e das primeiras décadas do 19, de uma desigual batalha entre duas formas de produzir e de organizar as sociedades regionais. Por um lado, os complexos encabeçados pelos engenhos tentavam sobrepor-se à crise desatada no final do século 17 no mercado mundial do açúcar.

    Por outro lado, havia uma infinidade de pequenas comunidades de agricultores, ou seja, praticantes do campesinato que produziam legumes, mandioca e tabaco, expandindo suas áreas de sobrevivência em direção aos espaços deixados vagos pela crise do complexo açucareiro.

    Na segunda metade do século, mediante o plantio do algodão, os agricultores livres de Pernambuco ocuparam boa parte do território das plantações e constituíram o principal elo de articulação do Nordeste do Brasil com o mercado mundial.

    O título foi vencedor ainda do Prêmio Javier Clavijero 1998 de melhor pesquisa histórica do Instituto Nacional de Antropologia e História do México

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