O saldo da campanha Respire e Viva, em Brasília, mostrou que de um total de 1.555 pessoas que passaram pelo local do exame, 18,8%, isto é 292 pessoas, são portadoras de DPOC.
De acordo com o dr. Paulo Henrique Feitosa, pneumologista, o número é considerado alto levando-se em consideração que a DPOC é uma doença progressiva e incapacitante. “A tendência do paciente com DPOC é perder, dia após dia, a capacidade de executar tarefas simples, como por exemplo, escovar os dentes ou amarrar os sapatos sozinho”, alerta o especialista.
A campanha teve abrangência nacional, visando alertar e conscientizar a população sobre a gravidade da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – DPOC (doença que engloba bronquite crônica ou enfisema), bem como detectá-la precocemente a fim de proporcionar o controle dos sintomas e, com isso, melhorar a qualidade de vida dos portadores da doença.
Os principais públicos-alvo foram fu mantes e ex-fumantes, já que 90% dos casos de DPOC manifestam-se nestas pessoas. A campanha foi educativa e gratuita, incluiu a aplicação de um questionário técnico, exame de espirometria (que avalia a função pulmonar), orientações médicas, bem como encaminhamento médico àqueles que apresentaram sintomas da doença.
“A campanha foi fundamental para divulgar a DPOC, bem como a detecção precoce, uma vez que a doença mata milhares de pessoas e a grande maioria, desconhece ser portador do problema devido à dificuldade do diagnóstico”, ressalta o pneumologista.
Para o presidente da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia), Carlos Alberto Pereira, os reflexos da DPOC no País e no mundo são grandes. Somente no Brasil, a doença acomete 5,5 milhões de pacientes.