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Caixa exibe a luta de um revolucionário

Arquivo Geral

02/06/2004 0h00

O Teatro do Conjunto Cultural da Caixa vai exibir, hoje à noite, o filme Vale a Pena Sonhar, que conta a vida apaixonada de luta de Apolônio de Carvalho, com entrada franca. A película narra histórias cotidianas e familiares de um revolucionário que tinha, no sangue, o desejo de lutar por um ideal libertador.

O documentário é recheado com imagens preciosas de arquivo pesquisadas nas França, Espanha e no Brasil, que registraram a vida aguerrida de Apolônio na Guerra Civil Espanhola, na Resistência Francesa e na expansão nazi-fascista na Europa. Apolônio ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores e assina a ficha de número 1 da legenda. Foi companheiro de cela de Graciliano Ramos e Olga Benário.

Sua primeira luta foi em 1935, quando ainda era oficial do exército, na Insurreição Comunista, pela Aliança Libertadora Nacional (ANL), durante o governo de Getúlio Vargas. Acaba sendo preso e passa a viver o drama retratado por Graciliano Ramos em Memórias do Cárcere. Depois de solto, filia-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e embarca para a Espanha para lutar contra as tropas nazi-fascistas do general Franco.

ResistênciaDerrotado no país ibérico, asila-se na França e logo junta-se à Resistência, participando da guerrilha dos maquis, responsável por importantes e decisivas derrotas das tropas de ocupação alemãs. Sua vida de lutas inspira Jorge Amado, no romance Subterrâneos da Liberdade, a criar o personagem Apolinário. Na França, conhece e se apaixona por Renée, uma adolescente de família comunista francesa. Em 1947, atendendo a um pedido do pintor Cândido Portinari, retorna ao Brasil casado e participa da militância clandestina do PCB.

Depois, viaja à URSS para estudar. Em 1957, volta novamente ao Brasil e, pela primeira vez, desfruta de uma tranqüilidade, até então nunca vivenciada, que dura até o golpe militar de 1964. Mais terde, engaja-se na fundação do Partido dos Trabalhadores. Hoje, aos 91 anos, ainda vive com sua esposa, Renée, no Rio.

O filme sobre a vida de Apolônio de Carvalho foi feito a partir de seu livro, homônimo, autobiográfico. Os ingresso serão distribuídos 30 minutos antes de começar o filme, na bilheteria do Teatro do Conjunto Cultural da Caixa.

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    Caixa exibe a luta de um revolucionário

    Arquivo Geral

    02/06/2004 0h00

    O Teatro do Conjunto Cultural da Caixa vai exibir, hoje à noite, o filme Vale a Pena Sonhar, que conta a vida apaixonada de luta de Apolônio de Carvalho, com entrada franca. A película narra histórias cotidianas e familiares de um revolucionário que tinha, no sangue, o desejo de lutar por um ideal libertador.

    O documentário é recheado com imagens preciosas de arquivo pesquisadas nas França, Espanha e no Brasil, que registraram a vida aguerrida de Apolônio na Guerra Civil Espanhola, na Resistência Francesa e na expansão nazi-fascista na Europa. Apolônio ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores e assina a ficha de número 1 da legenda. Foi companheiro de cela de Graciliano Ramos e Olga Benário.

    Sua primeira luta foi em 1935, quando ainda era oficial do exército, na Insurreição Comunista, pela Aliança Libertadora Nacional (ANL), durante o governo de Getúlio Vargas. Acaba sendo preso e passa a viver o drama retratado por Graciliano Ramos em Memórias do Cárcere. Depois de solto, filia-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e embarca para a Espanha para lutar contra as tropas nazi-fascistas do general Franco.

    ResistênciaDerrotado no país ibérico, asila-se na França e logo junta-se à Resistência, participando da guerrilha dos maquis, responsável por importantes e decisivas derrotas das tropas de ocupação alemãs. Sua vida de lutas inspira Jorge Amado, no romance Subterrâneos da Liberdade, a criar o personagem Apolinário. Na França, conhece e se apaixona por Renée, uma adolescente de família comunista francesa. Em 1947, atendendo a um pedido do pintor Cândido Portinari, retorna ao Brasil casado e participa da militância clandestina do PCB.

    Depois, viaja à URSS para estudar. Em 1957, volta novamente ao Brasil e, pela primeira vez, desfruta de uma tranqüilidade, até então nunca vivenciada, que dura até o golpe militar de 1964. Mais terde, engaja-se na fundação do Partido dos Trabalhadores. Hoje, aos 91 anos, ainda vive com sua esposa, Renée, no Rio.

    O filme sobre a vida de Apolônio de Carvalho foi feito a partir de seu livro, homônimo, autobiográfico. Os ingresso serão distribuídos 30 minutos antes de começar o filme, na bilheteria do Teatro do Conjunto Cultural da Caixa.

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