Uma simples comparação de produtos leva qualquer um à conclusão de que a Record vive, nos dias atuais, um momento muito melhor que o do SBT. Por incrível que pareça, o mexicano Chaves e os desenhos animados das manhãs ainda fazem a diferença a favor de Silvio Santos. Na verdade, entre os mais próximos, já existe esse reconhecimento do nosso herói. Ele é o primeiro a admitir a grave falta de bons produtos na sua emissora, mas o que mais surpreende é que nada está sendo feito para alterar esse perigoso estado de coisas. Muito pelo contrário, o SBT continua perdido e preocupado apenas com alterações de ordem administrativa, que, de prático, nada somam à sua audiência ou ao seu faturamento. Olhem só o triste caso da teledramaturgia. Herval Rossano é um brilhante profissional. Não deixa dúvidas quanto à sua capacidade, mas não terá utilidade alguma à frente das novelas. Elas vêm prontas, marcadas e não permitem mudanças, que também não são aceitas por Silvio Santos. Nada pode ser criado. Herval, em última análise, vai fazer o que tantos outros diretores já fizeram por lá, ou seja, copiar fielmente o que vem de fora. É aí que a coisa pode pegar. O SBT, na verdade, está sem alternativas e, por pontos, como numa luta de boxe, a sua derrota é só uma questão de tempo.