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Bruxa de conto de fadas

Arquivo Geral

11/02/2006 0h00

“Uma bruxa de conto de fadas”. Assim Eduardo Moscovis, o Rafael de Alma Gêmea, define a personagem Cristina, vivida por Flávia Alessandra na trama das seis da Globo. É ao fato de a vilã parecer ter saído de um desenho que o ator atribui o sucesso da loira, que roubou a cena e tem mais fãs que a protagonista Serena (Priscila Fantin).

Prova disso é que um dos picos de audiência da trama (46 pontos) foi registrado no dia em que a megera foi jogada em um chiqueiro. “O telespectador espera que ela pague por tudo o que fez de mal”, aposta o autor, Walcyr Carrasco.

Para ter uma idéia do gosto pela vilã, no site de relacionamentos Orkut há mais de 30 comunidades com o tema Eu Odeio a Serena. Com Cristina, a rejeição é menor: cinco comunidades. “As pessoas não preferem ou deixam de preferir a Cristina. Elas torcem pelo confronto entre Serena e a vilã”, acredita o autor, que, até o capítulo final da novela, em 10 de março, guarda em segredo o desfecho que dará à malvada.

Vilã da DisneyO autor e os colegas concordam que o sucesso de Cristina se deve ao talento de sua intérprete. “A personagem ganhou força com a interpretação dela”, reconhece Carrasco. “A Flávia foi aos poucos se encaixando, construindo o papel. Ela deu muita munição ao Walcyr e ao Jorge (Fernando, diretor) para que explorassem o melhor dela. É muito difícil fazer tão bem o que ela faz. Construiu uma megera clara e colorida, sem cair na caricatura. É como uma vilã da Disney”, define Moscovis.

Ana Lúcia Torres, que dá vida a Débora, conta que é a segunda vez que interpreta a mãe de uma personagem de Flávia Alessandra. “Trabalhamos juntas em A Indomada e ela é maravilhosa, somos amigas mesmo. Flávia é dedicada e seu sucesso não é por acaso”.

O público também reconhece o talento da atriz. Nas comunidades do Orkut com o tema Eu Odeio a Cristina sempre há alguma explicação de que o motivo é a personagem e não a atriz. “As pessoas se aproximam para dizer que sou muito má, mas não há atitudes mais agressivas”, conta a atriz, que levou um susto no início de Alma Gêmea, quando foi alvo de um cubinho de gelo. “Não me acertou, mas fiquei com medo porque estava com a minha filha”, lembra.

advogadaCristina é a personagem de maior repercussão da carreira da atriz, que, aos 31 anos, já fez 11 novelas. Flávia Alessandra conseguiu entrar para a Globo aos 15 anos, depois de vencer um concurso do programa Domingão do Faustão. O prêmio foi um pequeno papel na novela Top Model (1989). O sucesso demorou para chegar, e as dificuldades da carreira quase a fizeram desistir de tudo.
“Aos 17 anos, comecei a fazer faculdade de Direito e de Comunicação. Não tinha um trabalho certo, e minha carreira de atriz não deslanchava”, conta. Enquanto estudava, não deixou a TV, mas só era escalada para participações e papéis pequenos. Formou-se em Direito e logo foi escalada para viver a Dorothy, na novela A Indomada (1997), sua primeira personagem de destaque, que lhe rendeu um contrato fixo com a emissora carioca. Na mesma época, conheceu o então ator Marcos Paulo, que foi seu marido por 10 anos e com quem teve Giulia, de seis anos.
Os papéis seguintes a ajudaram a consolidar a carreira, mas é graças a Cristina que a atriz vive sua melhor fase. “Ela é seca, fria e amargurada. É uma vilã nata, que não mede conseqüências. Suas várias facetas me permitiram explorar sentimentos diferentes. Quando penso que ela enlouqueceu, dá uma virada e muda tudo”, diz, completando que as vilãs dão mais liberdade para o ator. “Dá para brincar mais.”

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