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BRASÍLIA MARGINAL

Arquivo Geral

15/10/2003 0h00

Os mentores do movimento do chamado Cinema Marginal nos anos 60 e 70 serão os protagonistas da 36ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O evento, que ocorre de 18 a 25 de novembro, apresenta na categoria principal o documentário Glauber, O Filme – Labirinto do Brasil (de Sílvio Tendler) – sobre a vida e obra do cabeça do Cinema Novo, Glauber Rocha – e os novos filmes de Rogério Sganzerla (Signo do Caos), Carlos Reichenbach (Garotas do ABC) e Júlio Bressane (Filme de Amor). A lista dos longas classificados se completa com Lost Zweig (de Sylvio Back) e Harmada (de Maurice Capovilla).

Os filmes concorrentes foram divulgados pela Secretaria de Cultura na manhã de ontem, em entrevista coletiva no Teatro Nacional. Além dos seis longas, a secretaria anunciou 12 curtas-metragens em 35 milímetros (escolhidos entre cem inscritos) e 23 produções em 16mm para disputar o Troféu Candango do Festival de Brasília.

O secretário de Cultura, Pedro Bório, assegurou que os filmes são exemplo dos novos ares que o cinema brasileiro respira. “Surpreenderam muito tecnicamente. Foi difícil escolher”, disse.

Não está nada fácil apontar favoritos, mas o lobby sobre as produções de Sganzerla e Reichenbach é muito forte. O filme inédito de Reichenbach, Garotas do ABC, carrega um forte trunfo: seu protagonista, interpretado pelo astro do cinema nacional Selton Mello. Signo do Caos, finalizado a duras penas pelo veterano Rogério Sganzerla, foi exaltado pelo Ministro da Cultura, Gilberto Gil, quando este recebeu uma cópia em VHS no lançamento do Programa Brasileiro do Cinema e Audiovisual, na segunda-feira.

No entanto, é certo que a corrida pelo Candango na categoria principal será bastante acirrada. O cultuado (e, por alguns, odiado) cineasta carioca Júlio Bressane promete surpreender com a narrativa insólita de três amigos pobres, numa história narrada ora em preto-e-branco, ora em cores (como já é de praxe do diretor). Sem contar com o documentário que expõe a obra e a intimidade do rebelde Glauber Rocha, realizado por Sílvio Tendler.

Carioca, o cineasta Maurice Capovilla marca sua reestréia no cinema, depois de 20 anos longe dos sets de filmagem. Ele se inspira na obra homônima do escritor João Gilberto Noll, Harmada, para contar a trajetória de um artista. Outro forte nome da cinematografia nacional, Sylvio Back emplaca seu longa Lost Zweig, rejeitado pela seleção do Festival de Cannes em 2001.

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    BRASÍLIA MARGINAL

    Arquivo Geral

    15/10/2003 0h00

    Os mentores do movimento do chamado Cinema Marginal nos anos 60 e 70 serão os protagonistas da 36ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O evento, que ocorre de 18 a 25 de novembro, apresenta na categoria principal o documentário Glauber, O Filme – Labirinto do Brasil (de Sílvio Tendler) – sobre a vida e obra do cabeça do Cinema Novo, Glauber Rocha – e os novos filmes de Rogério Sganzerla (Signo do Caos), Carlos Reichenbach (Garotas do ABC) e Júlio Bressane (Filme de Amor). A lista dos longas classificados se completa com Lost Zweig (de Sylvio Back) e Harmada (de Maurice Capovilla).

    Os filmes concorrentes foram divulgados pela Secretaria de Cultura na manhã de ontem, em entrevista coletiva no Teatro Nacional. Além dos seis longas, a secretaria anunciou 12 curtas-metragens em 35 milímetros (escolhidos entre cem inscritos) e 23 produções em 16mm para disputar o Troféu Candango do Festival de Brasília.

    O secretário de Cultura, Pedro Bório, assegurou que os filmes são exemplo dos novos ares que o cinema brasileiro respira. “Surpreenderam muito tecnicamente. Foi difícil escolher”, disse.

    Não está nada fácil apontar favoritos, mas o lobby sobre as produções de Sganzerla e Reichenbach é muito forte. O filme inédito de Reichenbach, Garotas do ABC, carrega um forte trunfo: seu protagonista, interpretado pelo astro do cinema nacional Selton Mello. Signo do Caos, finalizado a duras penas pelo veterano Rogério Sganzerla, foi exaltado pelo Ministro da Cultura, Gilberto Gil, quando este recebeu uma cópia em VHS no lançamento do Programa Brasileiro do Cinema e Audiovisual, na segunda-feira.

    No entanto, é certo que a corrida pelo Candango na categoria principal será bastante acirrada. O cultuado (e, por alguns, odiado) cineasta carioca Júlio Bressane promete surpreender com a narrativa insólita de três amigos pobres, numa história narrada ora em preto-e-branco, ora em cores (como já é de praxe do diretor). Sem contar com o documentário que expõe a obra e a intimidade do rebelde Glauber Rocha, realizado por Sílvio Tendler.

    Carioca, o cineasta Maurice Capovilla marca sua reestréia no cinema, depois de 20 anos longe dos sets de filmagem. Ele se inspira na obra homônima do escritor João Gilberto Noll, Harmada, para contar a trajetória de um artista. Outro forte nome da cinematografia nacional, Sylvio Back emplaca seu longa Lost Zweig, rejeitado pela seleção do Festival de Cannes em 2001.

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