Em fevereiro foi lançado o desafio: sintetizar em apenas 60 segundos o tema Mínima Diferença. A provocação instigou os brasilienses e 107 trabalhos em VHS e Mini-DV foram inscritos. Desses, 27 filmes passaram pelo crivo dos jurados. Chip, filme de Paulo Eduardo, é o grande vencedor do I Festival do Minuto de Brasília, que começa hoje e vai até domingo no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). No segundo lugar houve empate: Iberê Carvalho, com A Diferença de Tati, e Fábio Esccugli, com O Ar de Brasília, agradaram igualmente os jurados. Esses três e outros 24 filmes estão concorrendo na mostra, com entrada franca.
O coordenador e idealizador do Festival do Minuto – criado há 13 anos em São Paulo – Marcelo Masagão, diz que o tema rendeu bons trabalhos nas lentes brasilienses. Passou pela piada, enveredou pelo documentário e despertou muita poesia.
“Só a ficção em geral não combina com o minuto. Quando você começa a apresentar um personagem o tempo já acabou. O que funciona são idéias rápidas, uma mensagem, como uma pichação, ou uma frase”, opina Masagão.
Durante a programação no CCBB, além dos brasilienses selecionados, será exibida uma retrospectiva dos trabalhos feitos em outros estados. Desde 2001 o festival é regionalizado – um decisão de Masagão em resposta à demanda do festival. “Temos mais de 140 pontos de exibição pelo Brasil e acordos firmados com a TV Cultura, a TVE e a DirecTV”, acrescenta.
O sucesso do Festival do Minuto, de acordo com os organizadores, é graças ao seu caráter democrático. “Todo mundo pode participar”, acredita Masagão. E justifica: “Para o Festival do Minuto não é o dinheiro, mas a idéia que conta. Só para se ter uma noção, cerca de 75 a 80% das pessoas que participam do festival são amadores”.