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Brasileiros com Aids seguem tratamento corretamente

Arquivo Geral

16/06/2004 0h00

Cerca de 73% dos pacientes brasileiros portadores do vírus da Aids e que precisam de tratamento tomam corretamente os medicamentos antiretrovirais fornecidos pelos serviços de saúde.

Este é o resultado de uma pesquisa realizada por especialistas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) que tinha como objetivo avaliar a adesão ao tratamento da Aids em países pobres.

Para a pesquisa, financiada pelo Ministério da Saúde, Banco Mundial e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, os especialistas levaram um ano e meio entrevistando 1.972 soropositivos em 322 serviços de saúde de sete estados. Esses serviços atendem a 72% do total de pacientes em tratamento no Brasil, estimado em 93 mil pessoas.

AdesãoDe acordo com Maria Inês Battistella Nemes, coordenadora do estudo, a taxa de adesão ainda não é ideal, mas mostra que a política de saúde adotada pelo Brasil está no caminho certo. “Tanto pela alta incidência da Aids quanto pelo grande investimento feito no Brasil, a adesão ao tratamento é, aqui, uma importante questão social”, diz Nemes, acrescentando que o acesso livre a medicamentos tão caros quanto os antiretrovirais prova ser uma condição básica para qualquer programa de controle da Aids.

Para o estudo, foram considerados aderentes ao tratamento todos os pacientes que tomaram 95% ou mais do total de comprimidos que deveriam ser ingeridos nos três dias que antecederam a entrevista.

PílulasEntre os fatores da falta de adesão, a pesquisadora aponta a complexidade do tratamento, com uma grande quantidade de pílulas. O estudo também constatou que a baixa escolaridade – menos de dois anos de freqüência à escola – é um fator que influencia.

Em relação aos serviços de saúde, os dados mostraram que os pequenos, que contam com menos de cem pacientes de Aids, mostram um maior risco de não-adesão. Por isso, Nemes considera a relação médico-paciente e a qualidade do serviço de saúde fatores importantes para que os pacientes sigam o tratamento.

O artigo científico com os resultados da pesquisa será publicado nos próximos dias na revista Aids – Official Journal of the International Aids Society.

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    Arquivo Geral

    16/06/2004 0h00

    Cerca de 73% dos pacientes brasileiros portadores do vírus da Aids e que precisam de tratamento tomam corretamente os medicamentos antiretrovirais fornecidos pelos serviços de saúde.

    Este é o resultado de uma pesquisa realizada por especialistas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) que tinha como objetivo avaliar a adesão ao tratamento da Aids em países pobres.

    Para a pesquisa, financiada pelo Ministério da Saúde, Banco Mundial e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, os especialistas levaram um ano e meio entrevistando 1.972 soropositivos em 322 serviços de saúde de sete estados. Esses serviços atendem a 72% do total de pacientes em tratamento no Brasil, estimado em 93 mil pessoas.

    AdesãoDe acordo com Maria Inês Battistella Nemes, coordenadora do estudo, a taxa de adesão ainda não é ideal, mas mostra que a política de saúde adotada pelo Brasil está no caminho certo. “Tanto pela alta incidência da Aids quanto pelo grande investimento feito no Brasil, a adesão ao tratamento é, aqui, uma importante questão social”, diz Nemes, acrescentando que o acesso livre a medicamentos tão caros quanto os antiretrovirais prova ser uma condição básica para qualquer programa de controle da Aids.

    Para o estudo, foram considerados aderentes ao tratamento todos os pacientes que tomaram 95% ou mais do total de comprimidos que deveriam ser ingeridos nos três dias que antecederam a entrevista.

    PílulasEntre os fatores da falta de adesão, a pesquisadora aponta a complexidade do tratamento, com uma grande quantidade de pílulas. O estudo também constatou que a baixa escolaridade – menos de dois anos de freqüência à escola – é um fator que influencia.

    Em relação aos serviços de saúde, os dados mostraram que os pequenos, que contam com menos de cem pacientes de Aids, mostram um maior risco de não-adesão. Por isso, Nemes considera a relação médico-paciente e a qualidade do serviço de saúde fatores importantes para que os pacientes sigam o tratamento.

    O artigo científico com os resultados da pesquisa será publicado nos próximos dias na revista Aids – Official Journal of the International Aids Society.

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