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Brasil, referência mundial

Arquivo Geral

24/11/2004 0h00

Segundo dados do relatório, mais de um terço dos portadores do vírus da Aids na América Latina vivem no Brasil. Com cerca de 400 milhões de habitantes, a América Latina tem por volta de 1,7 milhão de pessoas portadoras do vírus da Aids (0,43% da população).

A epidemia estende-se por todas as regiões do Brasil, mas mostra algumas variações, segundo especialistas. “No começo a Aids afetou principalmente homens que tinham relações sexuais com outros homens e também usuários de drogas injetáveis. Mas agora a epidemia se tornou mais heterogênea”, avalia o documento. “A transmissão heterossexual é responsável atualmente por uma proporção crescente das infecções pelo HIV, e as mulheres são cada vez mais afetadas.”

Segundo o ONUAids, há atualmente cerca de 610 mil mulheres portadoras do vírus da Aids na América Latina. Em 2004, cerca de 95 mil pessoas morreram na região e outras 240 mil foram infectadas pelo HIV.

referênciaMesmo assim, o relatório aponta o Brasil como “referência” entre os países em desenvolvimento. “O governo brasileiro introduziu uma iniciativa para identificar mulheres grávidas e oferecer-lhes o teste do HIV, proporcionar serviços para prevenir a transmissão da mãe para o filho e, nos casos pertinentes, tratar as mulheres e os recém-nascidos”, relata a OMS, não sem destacar a grande disseminação da doença entre mulheres de baixa renda e pouco acesso a educação.

O consumo de drogas também contribui consideravelmente na difusão da epidemia. “Em algumas regiões, os usuários de drogas injetáveis constituem, no mínimo, a metade dos casos de Aids”, advertem os autores do documento. No sul do País, alertam, estas pessoas continuam correndo risco muito alto de infecção.

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    Segundo dados do relatório, mais de um terço dos portadores do vírus da Aids na América Latina vivem no Brasil. Com cerca de 400 milhões de habitantes, a América Latina tem por volta de 1,7 milhão de pessoas portadoras do vírus da Aids (0,43% da população).

    A epidemia estende-se por todas as regiões do Brasil, mas mostra algumas variações, segundo especialistas. “No começo a Aids afetou principalmente homens que tinham relações sexuais com outros homens e também usuários de drogas injetáveis. Mas agora a epidemia se tornou mais heterogênea”, avalia o documento. “A transmissão heterossexual é responsável atualmente por uma proporção crescente das infecções pelo HIV, e as mulheres são cada vez mais afetadas.”

    Segundo o ONUAids, há atualmente cerca de 610 mil mulheres portadoras do vírus da Aids na América Latina. Em 2004, cerca de 95 mil pessoas morreram na região e outras 240 mil foram infectadas pelo HIV.

    referênciaMesmo assim, o relatório aponta o Brasil como “referência” entre os países em desenvolvimento. “O governo brasileiro introduziu uma iniciativa para identificar mulheres grávidas e oferecer-lhes o teste do HIV, proporcionar serviços para prevenir a transmissão da mãe para o filho e, nos casos pertinentes, tratar as mulheres e os recém-nascidos”, relata a OMS, não sem destacar a grande disseminação da doença entre mulheres de baixa renda e pouco acesso a educação.

    O consumo de drogas também contribui consideravelmente na difusão da epidemia. “Em algumas regiões, os usuários de drogas injetáveis constituem, no mínimo, a metade dos casos de Aids”, advertem os autores do documento. No sul do País, alertam, estas pessoas continuam correndo risco muito alto de infecção.

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