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Brasil dá exemplo para o mundo

Arquivo Geral

01/12/2004 0h00

Mesmo sendo o maior exportador e o segundo produtor de tabaco do mundo, o Brasil vem se destacando internacionalmente nas ações de combate ao fumo. Comparado ao trabalho desenvolvido por países como Estados Unidos e Canadá, o programa nacional de controle do tabagismo obteve resultados bastante significativos em pouco tempo.

Em 15 anos, houve uma redução de quase 50% na prevalência de fumantes na população brasileira – em 1989, a prevalência era de 32% e passou para 19% em 2003. Uma das iniciativas nesse sentido foi a adoção de fortes imagens de advertência nos maços de cigarro. O sucesso dessa estratégia se reflete na solicitação do uso das imagens por países como Austrália e Tailândia.

A chefe da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Tânia Cavalcanti, explica que esses países passaram um ano testando as imagens usadas no Brasil. Com isso, constataram o impacto provocado por elas no aumento da consciência da população sobre os riscos do fumo e da motivação para abandonar a dependência do tabaco.

AcessoEm seguida, esses países criaram imagens semelhantes às brasileiras, como a foto do feto abortado e a que retrata vítimas de câncer de pulmão. “As imagens usadas nos maços do Brasil estão disponíveis nos sites do Inca, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde”, lembra Tânia. “Qualquer país pode ter acesso a elas para fazer os testes de impacto, mas para usar definitivamente é preciso autorização do governo”, acrescenta.

O Brasil foi o segundo país a adotar a estratégia das imagens de impacto nos maços de cigarro. O primeiro foi o Canadá, que hoje conta com um investimento de 67 milhões de dólares canadenses para o controle do tabagismo. Atualmente há um movimento mundial em relação a esse trabalho. Outros países, como Bangladesh, Índia, Jamaica, China e África, já estudam a possibilidade de adoção de imagens de advertência.

Em breve, os 25 países membros da União Européia vão ter a opção de requerer também o uso de mensagens nas embalagens de cigarro. “A comissão européia liberou, em outubro deste ano, 42 mensagens diferentes para que os países possam adotá-las nos maços”, afirma Tânia. “Isso é resultado da mobilização criada pela Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (ver box), que recomenda a adoção de informações contundentes sobre os riscos do fumo nas embalagens dos produtos de tabaco”, declara.

As primeiras imagens em maços de cigarro começaram a circular no Brasil em fevereiro de 2002. A determinação do governo foi publicada em maio de 2001, mas foi concedido um prazo de nove meses para a indústria do tabaco se organizar e colocar a medida em prática. Junto com as mensagens passou a ser divulgado também, com destaque, o número do Disque Pare de Fumar – serviço de informações disponibilizado pelo Ministério da Saúde. Com isso, observou-se que o número de ligações para esse serviço cresceu três vezes. “De alguma forma, a medida estimulou o fumante a procurar ajuda para deixar de fumar”, observa Tânia.

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    01/12/2004 0h00

    Mesmo sendo o maior exportador e o segundo produtor de tabaco do mundo, o Brasil vem se destacando internacionalmente nas ações de combate ao fumo. Comparado ao trabalho desenvolvido por países como Estados Unidos e Canadá, o programa nacional de controle do tabagismo obteve resultados bastante significativos em pouco tempo.

    Em 15 anos, houve uma redução de quase 50% na prevalência de fumantes na população brasileira – em 1989, a prevalência era de 32% e passou para 19% em 2003. Uma das iniciativas nesse sentido foi a adoção de fortes imagens de advertência nos maços de cigarro. O sucesso dessa estratégia se reflete na solicitação do uso das imagens por países como Austrália e Tailândia.

    A chefe da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Tânia Cavalcanti, explica que esses países passaram um ano testando as imagens usadas no Brasil. Com isso, constataram o impacto provocado por elas no aumento da consciência da população sobre os riscos do fumo e da motivação para abandonar a dependência do tabaco.

    AcessoEm seguida, esses países criaram imagens semelhantes às brasileiras, como a foto do feto abortado e a que retrata vítimas de câncer de pulmão. “As imagens usadas nos maços do Brasil estão disponíveis nos sites do Inca, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde”, lembra Tânia. “Qualquer país pode ter acesso a elas para fazer os testes de impacto, mas para usar definitivamente é preciso autorização do governo”, acrescenta.

    O Brasil foi o segundo país a adotar a estratégia das imagens de impacto nos maços de cigarro. O primeiro foi o Canadá, que hoje conta com um investimento de 67 milhões de dólares canadenses para o controle do tabagismo. Atualmente há um movimento mundial em relação a esse trabalho. Outros países, como Bangladesh, Índia, Jamaica, China e África, já estudam a possibilidade de adoção de imagens de advertência.

    Em breve, os 25 países membros da União Européia vão ter a opção de requerer também o uso de mensagens nas embalagens de cigarro. “A comissão européia liberou, em outubro deste ano, 42 mensagens diferentes para que os países possam adotá-las nos maços”, afirma Tânia. “Isso é resultado da mobilização criada pela Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (ver box), que recomenda a adoção de informações contundentes sobre os riscos do fumo nas embalagens dos produtos de tabaco”, declara.

    As primeiras imagens em maços de cigarro começaram a circular no Brasil em fevereiro de 2002. A determinação do governo foi publicada em maio de 2001, mas foi concedido um prazo de nove meses para a indústria do tabaco se organizar e colocar a medida em prática. Junto com as mensagens passou a ser divulgado também, com destaque, o número do Disque Pare de Fumar – serviço de informações disponibilizado pelo Ministério da Saúde. Com isso, observou-se que o número de ligações para esse serviço cresceu três vezes. “De alguma forma, a medida estimulou o fumante a procurar ajuda para deixar de fumar”, observa Tânia.

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