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Boas variações do clássico croissant

Arquivo Geral

17/09/2004 0h00

Assim como temos a nossa média, o pãozinho francês passado na chapa acompanhado de meio copo de café com leite, presente na nossa padaria favorita, há dias e locais em que preferimos degustar um croissant.

O Café Martinica, na 303 Norte, é um dos lugares que não podem faltar nesta lista. Principalmente porque os recheios são tipicamente brasileiros, como é o caso do croissant recheado com frango e catupiry (R$ 8,20), que é um dos que mais saem e está no cardápio da casa desde a inauguração.

A criatividade, aliás, garante saborosos recheios. Há ainda ali os croissants de estrogonofe de frango (R$ 7,90), o de catupiry com presunto (R$ 8,20) e o que vem com quatro queijos (R$ 9,10). Pode até parecer sacrilégio, mas nada como um recheio salgado para acompanhar uma taça de vinho ou ainda uma cerveja gelada.

O francês Daniel Briand, proprietário do café que leva seu nome, apesar de não considerar o croissant salgado um sacrilégio, é enfático ao comentar o assunto. “Não faço porque não acho certo”, sentencia. “Tento sempre fazer o diferente com as variações doces”, destaca ele, lembrando que o pãozinho é a estrela do café da manhã na França.

No Daniel Briand, na 104 Norte, a iguaria é realmente especial. Em tudo. Inclusive nos ingredientes importados da França. Tudo fresquinho, o que pode ser sentido na maciez da massa logo na primeira mordida. Para início de conversa, há o croissant simples. Aqui, a deliciosa massa é pura, leve e macia.

Outra estrela daquela casa é a receita com – preste atenção – recheio de xarope e creme de amêndoas (R$ 4). É isso mesmo. “Eu corto o croissant ao meio e recheio com o xarope e o creme e depois levo ao forno”, conta Daniel Briand, sem esconder o orgulho com a criação.

Há ainda, o classudo croissant recheado com uma barra de chocolate que, para quem degusta, remete àqueles famosos cafés parisienses. É tudo de bom mesmo.

Para finalizar, um pouco de pimenta na rivalidade entre a França e os Estados Unidos. Na terra do Tio Sam, há o bagel, que os americanos chamam de croissant americano. “É o primo americano do croissant”, brinca o chef Sérgio Raffaelli, proprietário do Café Cassis e filho de uma americana. “No café da manhã, no brunch e até no almoço os americanos apreciam o bagel”, enumera.

Somente a título de informação: o bagel é uma espécie de pão em forma de rosca com cerca de 12 cm de diâmetro, à base de farinha de trigo, ovos, manteiga e leite. Segundo pesquisadores, o pão foi criado por um padeiro da Áustria. Como este profissional da culinária era de origem judaica, por muito tempo acreditou-se tratar de uma receita judia.

Contudo, estudos mais recentes verificaram e deram como certo que o produto foi inventado em homenagem ao rei do império austro-húngaro que expulsou os invasores quando da tentativa de invasão turca. Como o monarca era um excelente cavaleiro, o padeiro criou o pãozinho em forma de estribo, que na língua regional da época se chamava bügel.

No Café Cassis, o bagel é servido de três formas. Há o vegetariano, onde o chef Sérgio Raffaelli recheia o bagel com cream cheese, ervas, azeitonas pretas, abobrinha grelhada e tomates secos; o italiano com recheio de salame, parma, mussarela, parmesão, alface e tomates e o com salmão defumado, cream cheese e alface americana.

Dá para escolher com bastante calma. E, para quem quer tentar fazer a iguaria em casa, vale conferir a receita. Ótimo final de semana para todos. (MV)

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    17/09/2004 0h00

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    O Café Martinica, na 303 Norte, é um dos lugares que não podem faltar nesta lista. Principalmente porque os recheios são tipicamente brasileiros, como é o caso do croissant recheado com frango e catupiry (R$ 8,20), que é um dos que mais saem e está no cardápio da casa desde a inauguração.

    A criatividade, aliás, garante saborosos recheios. Há ainda ali os croissants de estrogonofe de frango (R$ 7,90), o de catupiry com presunto (R$ 8,20) e o que vem com quatro queijos (R$ 9,10). Pode até parecer sacrilégio, mas nada como um recheio salgado para acompanhar uma taça de vinho ou ainda uma cerveja gelada.

    O francês Daniel Briand, proprietário do café que leva seu nome, apesar de não considerar o croissant salgado um sacrilégio, é enfático ao comentar o assunto. “Não faço porque não acho certo”, sentencia. “Tento sempre fazer o diferente com as variações doces”, destaca ele, lembrando que o pãozinho é a estrela do café da manhã na França.

    No Daniel Briand, na 104 Norte, a iguaria é realmente especial. Em tudo. Inclusive nos ingredientes importados da França. Tudo fresquinho, o que pode ser sentido na maciez da massa logo na primeira mordida. Para início de conversa, há o croissant simples. Aqui, a deliciosa massa é pura, leve e macia.

    Outra estrela daquela casa é a receita com – preste atenção – recheio de xarope e creme de amêndoas (R$ 4). É isso mesmo. “Eu corto o croissant ao meio e recheio com o xarope e o creme e depois levo ao forno”, conta Daniel Briand, sem esconder o orgulho com a criação.

    Há ainda, o classudo croissant recheado com uma barra de chocolate que, para quem degusta, remete àqueles famosos cafés parisienses. É tudo de bom mesmo.

    Para finalizar, um pouco de pimenta na rivalidade entre a França e os Estados Unidos. Na terra do Tio Sam, há o bagel, que os americanos chamam de croissant americano. “É o primo americano do croissant”, brinca o chef Sérgio Raffaelli, proprietário do Café Cassis e filho de uma americana. “No café da manhã, no brunch e até no almoço os americanos apreciam o bagel”, enumera.

    Somente a título de informação: o bagel é uma espécie de pão em forma de rosca com cerca de 12 cm de diâmetro, à base de farinha de trigo, ovos, manteiga e leite. Segundo pesquisadores, o pão foi criado por um padeiro da Áustria. Como este profissional da culinária era de origem judaica, por muito tempo acreditou-se tratar de uma receita judia.

    Contudo, estudos mais recentes verificaram e deram como certo que o produto foi inventado em homenagem ao rei do império austro-húngaro que expulsou os invasores quando da tentativa de invasão turca. Como o monarca era um excelente cavaleiro, o padeiro criou o pãozinho em forma de estribo, que na língua regional da época se chamava bügel.

    No Café Cassis, o bagel é servido de três formas. Há o vegetariano, onde o chef Sérgio Raffaelli recheia o bagel com cream cheese, ervas, azeitonas pretas, abobrinha grelhada e tomates secos; o italiano com recheio de salame, parma, mussarela, parmesão, alface e tomates e o com salmão defumado, cream cheese e alface americana.

    Dá para escolher com bastante calma. E, para quem quer tentar fazer a iguaria em casa, vale conferir a receita. Ótimo final de semana para todos. (MV)

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