Toda emissora que se preza tem o seu Departamento de Novelas. A Globo, líder nesse segmento e sem rivais pela frente, há muito tempo observa os esforços de seus concorrentes em tentar alguma aproximação. Difícil. Ela ainda reúne os melhores autores, diretores, atores e técnicos – gente que respira novela. Já o SBT, que produz roteiros mexicanos com artistas brasileiros, não investe tão forte quanto a Globo, devido às suas limitações, mas possui o mérito de ser uma boa alternativa ao mercado de trabalho. Nesse momento, inclusive, prepara o lançamento de Esmeralda, e projeta, para 2005, uma outra faixa dedicada à dramaturgia nacional. Além de toda concorrência ser bastante saudável, isso evita que muita gente se torne refém de apenas uma rede de TV. A Record também envereda pelo campo da dramaturgia. Colocou várias tentativas no ar, principalmente em esquema de parceria, porém, só agora, com A Escrava Isaura, começa a colher bons frutos. Sua nova versão registra o segundo lugar no ranking de audiência e coleciona críticas positivas. Que bom. Tal desempenho, salvo qualquer acidente de percurso, deve proporcionar o surgimento de um segundo horário de novelas, em 2005. Herval Rossano, o diretor de Isaura, é o mais animado. De outra parte, mais precisamente, da Rede Bandeirantes, chega a informação de que o empresário Johnny Saad também irá investir em novelas brasileiras no ano que vem. A partir de fevereiro, para ser mais exato. Ele pretende montar um núcleo forte no Morumbi. Portanto, para o mercado, não poderia haver notícia melhor. Até porque, dezenas de artistas continuam desempregados por esse enorme País.