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Boa vida louca

Arquivo Geral

21/09/2005 0h00

O uísque deu lugar ao chope. As noitadas são mais raras, porque ela acorda cedo e faz questão de malhar duas horas por dia. Um dos programas preferidos é levar a neta, Vitória, de 3 anos, para passear no Jardim Botânico (Rio de Janeiro), a alguns quarteirões de casa. Definitivamente, a atriz Maria Zilda está num momento zen. A Zelândia da novela global A Lua me Disse aproveita a calmaria para colocar a memória em dia. Após uma reforma na casa em que mora há 20 anos, encontrou alguns textos antigos e passou tudo para o computador. Renderam cerca de cem páginas e ela se animou a continuar a escrever. Em alegre bate-papo, enquanto tomava uma cerveja gelada, “porque ninguém é de ferro”, Maria Zilda lembrou a condição de símbolo sexual, disse que posaria nua novamente e não negou o envolvimento com drogas no passado. Aos 54 anos, em boa forma, ela reconhece que não pode mais cometer os excessos de outros tempos, inclusive com bebida alcoólica.

Que balanço você faz do seu papel na novela das sete?

Zelândia é fofa, uma personagem especial. Era um papel pequeno no universo da novela, mas de difícil composição.

Você deixa de fazer alguma coisa por ser famosa?

No dia em que o trabalho me deixar trancada em casa ou me fizer andar com segurança, é melhor parar. Vou dirigindo sozinha para o Projac (onde estão localizados os estúdios da Globo, no Rio), pelo Alto da Boa Vista. Se me seqüestrarem, vão ter de me agüentar, porque não tenho dinheiro para pagar o resgate.

Como você lidava com o fato de ser símbolo sexual?

Muito bem. Nunca deixei de fazer nada. Se falavam uma gracinha, eu respondia e tudo bem. Até hoje, no Orkut, tem um pessoal de 30, 35 anos, dizendo que é louco por mim desde Vereda Tropical.

E se viesse um convite para posar nua hoje?

Playboy? Eu aceitaria, dependendo do dinheiro. Estou inteiraça. Com o dinheiro que ganhei da primeira vez, comprei esta casa, um sítio, ganhei uma Caravan zero, jóias. Resolveu minha vida. Hoje, se me derem R$ 1,5 mihão, faço.

Você está namorando?

Eu diria que estou entusiasmada com uma pessoa, mas nada de compromisso nem de casamento. É difícil imaginar alguém que se encaixe na minha vida neste momento e eu também não abro mão da minha rotina, dos meus amigos.

Como é sua rotina?

Acordo bem cedo, fico no meu quarto, ligo computador, vejo e-mail. Tomo, cedo, um suco de lima-da-Pérsia, receita da minha mãe, e só mais tarde tomo café da manhã.

Quais são seus planos para depois da novela?

Estou escrevendo o monólogo Isso era Tudo o que eu Queria. Será uma comédia, vou falar da vida.

E a biografia que você está escrevendo?

Só saquei que era um livro recentemente, porque venho escrevendo minha vida toda. Quando vi o que tinha, pensei que podia dar um livro engraçado, com histórias, fotos. Minha vida foi rica em experiências, viagens, casamentos, namorados.

Em entrevistas, você não fala sobre o Cazuza. No livro, vai falar sobre tudo?

Eu não me censuro, vou escrever o que tiver vontade.

Você se preocupa com o que seus filhos vão ler?

Eles são meus amigos, sempre tivemos uma relação aberta.

Inclusive sobre drogas?

Era uma coisa espontânea. Se acendesse um baseado, não ia explicar para eles. Todo mundo fumava, não era só eu.

Qual é a sua opinião sobre drogas, hoje?

Minha geração parou de se drogar por uma questão de saúde. Antigamente, a gente bebia a noite inteira, mas com 50 anos não se tem a mesma resistência e recuperação que se tem com 20 ou 30 anos.

Hoje, o que você bebe?

Larguei os destilados, uísque, vodca. Tomo vinho, chope e cerveja.

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    21/09/2005 0h00

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    Que balanço você faz do seu papel na novela das sete?

    Zelândia é fofa, uma personagem especial. Era um papel pequeno no universo da novela, mas de difícil composição.

    Você deixa de fazer alguma coisa por ser famosa?

    No dia em que o trabalho me deixar trancada em casa ou me fizer andar com segurança, é melhor parar. Vou dirigindo sozinha para o Projac (onde estão localizados os estúdios da Globo, no Rio), pelo Alto da Boa Vista. Se me seqüestrarem, vão ter de me agüentar, porque não tenho dinheiro para pagar o resgate.

    Como você lidava com o fato de ser símbolo sexual?

    Muito bem. Nunca deixei de fazer nada. Se falavam uma gracinha, eu respondia e tudo bem. Até hoje, no Orkut, tem um pessoal de 30, 35 anos, dizendo que é louco por mim desde Vereda Tropical.

    E se viesse um convite para posar nua hoje?

    Playboy? Eu aceitaria, dependendo do dinheiro. Estou inteiraça. Com o dinheiro que ganhei da primeira vez, comprei esta casa, um sítio, ganhei uma Caravan zero, jóias. Resolveu minha vida. Hoje, se me derem R$ 1,5 mihão, faço.

    Você está namorando?

    Eu diria que estou entusiasmada com uma pessoa, mas nada de compromisso nem de casamento. É difícil imaginar alguém que se encaixe na minha vida neste momento e eu também não abro mão da minha rotina, dos meus amigos.

    Como é sua rotina?

    Acordo bem cedo, fico no meu quarto, ligo computador, vejo e-mail. Tomo, cedo, um suco de lima-da-Pérsia, receita da minha mãe, e só mais tarde tomo café da manhã.

    Quais são seus planos para depois da novela?

    Estou escrevendo o monólogo Isso era Tudo o que eu Queria. Será uma comédia, vou falar da vida.

    E a biografia que você está escrevendo?

    Só saquei que era um livro recentemente, porque venho escrevendo minha vida toda. Quando vi o que tinha, pensei que podia dar um livro engraçado, com histórias, fotos. Minha vida foi rica em experiências, viagens, casamentos, namorados.

    Em entrevistas, você não fala sobre o Cazuza. No livro, vai falar sobre tudo?

    Eu não me censuro, vou escrever o que tiver vontade.

    Você se preocupa com o que seus filhos vão ler?

    Eles são meus amigos, sempre tivemos uma relação aberta.

    Inclusive sobre drogas?

    Era uma coisa espontânea. Se acendesse um baseado, não ia explicar para eles. Todo mundo fumava, não era só eu.

    Qual é a sua opinião sobre drogas, hoje?

    Minha geração parou de se drogar por uma questão de saúde. Antigamente, a gente bebia a noite inteira, mas com 50 anos não se tem a mesma resistência e recuperação que se tem com 20 ou 30 anos.

    Hoje, o que você bebe?

    Larguei os destilados, uísque, vodca. Tomo vinho, chope e cerveja.

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