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Blitz volta e promete barulho

Arquivo Geral

21/05/2005 0h00

Após jejum de dez anos sem colocar os pés no palco – apesar de alguns dos integrantes gravarem um álbum em 1997 –, a Blitz, banda-ícone do pop oitentista, volta à estrada com fôlego renovado e prepara o primeiro DVD. Ainda capitaneada pelo ator-comediante e músico Evandro Mesquita (vocal, violão e gaita), a Blitz retoma o leme do barco de hits imortais e mostra, hoje, a boa forma do grupo no palco principal da festa A Volta dos Anos 80, no Clube da Asbac.

Em entrevista ao Jornal de Brasília, Evandro conta que sua prioridade no momento é a carreira com a Blitz – formada ainda por Juba (bateria), Billy Forghiery (teclados e um dos remanescentes do grupo original, além de Juba e Mesquita), Fernando Monteiro (guitarra) e as backing vocals Andrea Coutinho e Luciana Spedo –, mas que não deixará de atuar em TV e cinema.

Evandro e companhia prometem desfilar todos os sucessos que integram o DVD, como Você Não Soube me Amar, A Dois Passos do Paraíso, Weekend, Mais Uma de Amor (Geme, Geme) e Betty Frígida. A festa, que será realizada na área externa da Asbac, conta com pista de dança, dez telões, raio laser e show de abertura com a banda brasiliense Mr. Magoo.

serviço

A Volta dos Anos 80 – Com as bandas Blitz e Mr. Magoo. Hoje, às 22h, no clube da Asbac (Setor de Clubes Sul, Trecho 2). Ingressos antecipados a R$ 40 (preço sujeito a alteração), à venda nas lojas M.Officer e Rio Sucos (211 Sul).

Entrevista – Evandro Mesquita

A carreira áurea da Blitz foi nos anos 80, mas sempre ouvimos falar sobre a volta da banda para um ou outro show. Esta apresentação em Brasília aponta uma retomada definitiva?

A Blitz se suicidou em 86, voltou em 94 para três shows e ficou um ano. Fomos pra Miami gravar o CD Línguas e paramos de novo. Agora não é volta e sim a revolta da Blitz. É a New Blitz on the Block.

O que motivou essa “revolta”?

Voltamos a pedido dos amigos que visitam nosso site www.blitzmania.com.br e nas comunidades Blitz no Orkut. Voltamos pra mostrar que música boa não tem prazo de validade, como remédio. Voltamos pra dizer que artista não é como atleta que tem que parar aos trinta e poucos. Voltamos pra dizer que com o tempo nos tornamos artistas e seres humanos melhores.

Fale um pouco sobre sua carreira, desde os tempos de Asdrúbal Trouxe o Trombone até a Blitz.

Comecei fazendo teatro com o grupo revolucionário do Asdrúbal Trouxe o Trombone, com a Regina Casé, o Luiz Fernado Guimarães e a Patrycia Travassos. Depois fiz Menino do Rio no cinema e batemos alguns recordes. Aí veio a Blitz, que colocou o ovo em pé e abriu as portas para a nova cultura contemporânea. Entendo a arte assim, como um todo. Representar, cantar, escrever e dirigir são coisas que me desafiam e estigam o tempo todo.

Existe um saudosismo em relação àquela época?

Não tenho saudosismo, tenho orgulho das coisas que fiz e muita vontade nas coisas que quero fazer. Vivo mais o presente, com um olho no futuro.

Quando não está fazendo música, o encontramos na TV ou mesmo no cinema. Quais são as prioridades?

Minha prioridade é o que estou fazendo agora. Por exemplo, o DVD com a Blitz que estamos gravando.

Há algum plano futuro?

Tem este DVD, que está programado para sair em junho. Mas o Mauro Farias e eu ganhamos o Prêmio Shell de Teatro no ano passado e estamos escrevendo um roteiro dessa peça para o cinema. Também acabei de gravar mais uma participação no programa A Diarista. Ah, e quero continuar jogando meu futevôlei, porque ninguém é de ferro… Aliás, se tiver uma rede de futevôlei por aí, tô aceitando convite.

Como concilia todas as ramificações do seu trabalho?

É uma loucura. Ando correndo tanto que às vezes chego em casa e eu já saí, nem me encontro.

O que lhe dá mais prazer?

Uma coisa acaba alimentando a outra… O show ao vivo com banda é imbatível. Mas adoro representar, quando o texto é bom e não tenho que tirar leite de pedra. Adoro cinema e o bom teatro.

A Blitz continua irreverente?

Yeeeah, man!

O que estão preparando para este show em Brasília? Alguma surpresa?

Rivelino, quem viu, viu. Mas a Blitz está dando uma segunda chance pra rapaziada e digo que serão muuuuitas surpresas. Será um show imperdível, uma puta festa.

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    Blitz volta e promete barulho

    Arquivo Geral

    21/05/2005 0h00

    Após jejum de dez anos sem colocar os pés no palco – apesar de alguns dos integrantes gravarem um álbum em 1997 –, a Blitz, banda-ícone do pop oitentista, volta à estrada com fôlego renovado e prepara o primeiro DVD. Ainda capitaneada pelo ator-comediante e músico Evandro Mesquita (vocal, violão e gaita), a Blitz retoma o leme do barco de hits imortais e mostra, hoje, a boa forma do grupo no palco principal da festa A Volta dos Anos 80, no Clube da Asbac.

    Em entrevista ao Jornal de Brasília, Evandro conta que sua prioridade no momento é a carreira com a Blitz – formada ainda por Juba (bateria), Billy Forghiery (teclados e um dos remanescentes do grupo original, além de Juba e Mesquita), Fernando Monteiro (guitarra) e as backing vocals Andrea Coutinho e Luciana Spedo –, mas que não deixará de atuar em TV e cinema.

    Evandro e companhia prometem desfilar todos os sucessos que integram o DVD, como Você Não Soube me Amar, A Dois Passos do Paraíso, Weekend, Mais Uma de Amor (Geme, Geme) e Betty Frígida. A festa, que será realizada na área externa da Asbac, conta com pista de dança, dez telões, raio laser e show de abertura com a banda brasiliense Mr. Magoo.

    serviço

    A Volta dos Anos 80 – Com as bandas Blitz e Mr. Magoo. Hoje, às 22h, no clube da Asbac (Setor de Clubes Sul, Trecho 2). Ingressos antecipados a R$ 40 (preço sujeito a alteração), à venda nas lojas M.Officer e Rio Sucos (211 Sul).

    Entrevista – Evandro Mesquita

    A carreira áurea da Blitz foi nos anos 80, mas sempre ouvimos falar sobre a volta da banda para um ou outro show. Esta apresentação em Brasília aponta uma retomada definitiva?

    A Blitz se suicidou em 86, voltou em 94 para três shows e ficou um ano. Fomos pra Miami gravar o CD Línguas e paramos de novo. Agora não é volta e sim a revolta da Blitz. É a New Blitz on the Block.

    O que motivou essa “revolta”?

    Voltamos a pedido dos amigos que visitam nosso site www.blitzmania.com.br e nas comunidades Blitz no Orkut. Voltamos pra mostrar que música boa não tem prazo de validade, como remédio. Voltamos pra dizer que artista não é como atleta que tem que parar aos trinta e poucos. Voltamos pra dizer que com o tempo nos tornamos artistas e seres humanos melhores.

    Fale um pouco sobre sua carreira, desde os tempos de Asdrúbal Trouxe o Trombone até a Blitz.

    Comecei fazendo teatro com o grupo revolucionário do Asdrúbal Trouxe o Trombone, com a Regina Casé, o Luiz Fernado Guimarães e a Patrycia Travassos. Depois fiz Menino do Rio no cinema e batemos alguns recordes. Aí veio a Blitz, que colocou o ovo em pé e abriu as portas para a nova cultura contemporânea. Entendo a arte assim, como um todo. Representar, cantar, escrever e dirigir são coisas que me desafiam e estigam o tempo todo.

    Existe um saudosismo em relação àquela época?

    Não tenho saudosismo, tenho orgulho das coisas que fiz e muita vontade nas coisas que quero fazer. Vivo mais o presente, com um olho no futuro.

    Quando não está fazendo música, o encontramos na TV ou mesmo no cinema. Quais são as prioridades?

    Minha prioridade é o que estou fazendo agora. Por exemplo, o DVD com a Blitz que estamos gravando.

    Há algum plano futuro?

    Tem este DVD, que está programado para sair em junho. Mas o Mauro Farias e eu ganhamos o Prêmio Shell de Teatro no ano passado e estamos escrevendo um roteiro dessa peça para o cinema. Também acabei de gravar mais uma participação no programa A Diarista. Ah, e quero continuar jogando meu futevôlei, porque ninguém é de ferro… Aliás, se tiver uma rede de futevôlei por aí, tô aceitando convite.

    Como concilia todas as ramificações do seu trabalho?

    É uma loucura. Ando correndo tanto que às vezes chego em casa e eu já saí, nem me encontro.

    O que lhe dá mais prazer?

    Uma coisa acaba alimentando a outra… O show ao vivo com banda é imbatível. Mas adoro representar, quando o texto é bom e não tenho que tirar leite de pedra. Adoro cinema e o bom teatro.

    A Blitz continua irreverente?

    Yeeeah, man!

    O que estão preparando para este show em Brasília? Alguma surpresa?

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