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Björk bomba primeira noite do TIM Festival

Arquivo Geral

27/10/2007 0h00


No palco principal da edição 2007 do Tim Festival no Rio de Janeiro, montado na Marina da Glória, a islandesa Björk mostrou na noite desta sexta-feira que de gelada só tem mesmo a origem.

Diante de um público de 4 mil pessoas, capacidade máxima da tenda na qual se apresentou, a ex-integrante do Sugarcubes, banda que lhe deu projeção internacional em meados dos anos 1980, esbanjou energia e presença de palco no melhor show do dia, provando ser uma das maiores cantoras da atualidade.

Com um figurino exuberante, composto por uma leggin prata e um vestido dourado de proporções megavolumosas, Björk fez sua entrada depois que uma colorida orquestra de sopro, integrada por dez mulheres paramentadas como guerreiras aborígines, marchou tocando seus instrumentos até encontrar sua posição de frente para a platéia.

A tribal e afro-percussiva Earth Intruders, primeiro single do novo álbum da artista – Volta, lançado no primeiro semestre – e que abriu o show, deu logo a deixa de como seria todo o resto da apresentação: sacolejante.

O público, que aguardava com expectativa o começo espetáculo, respondeu de imediato à animação da primeira música e de uma performática Björk, que pulava, corria em várias direções e dançava desengonçada.

Depois de um “obrigada” e muitos aplausos, a islandesa, frenética e batendo tambores imaginários, emendou Hunter, Pagan Poetry e Unravel, levando o público a cantar junto uma seqüência fulminante de alguns dos vários sucessos de sua carreira apresentados ao longo da noite.

Já com a platéia em transe, Björk desacelerou o ritmo e mostrou a potência de sua voz infantilizada na lenta, mas intensa, Pleasure is All Mine. A quebrada, estratégica, serviu para que tanto ela como os fãs pegassem fôlego para o segundo grande momento do show: a atmosférica Joga.

Em seguida, ao lado do DJ de sua banda, ela cantou Desired Constellation, interpretação complementada por uma série de projeções no telão. Com a música seguinte, uma versão pancadona de Army of Me, Björk mudou completamente o clima da apresentação: o jogo de luz, o laser show e o batidão que saía da aparelhagem de som transformaram a maior tenda do festival numa agitada pista de dança.

A jogação do público, que acompanhava a performance insana da cantora pulando e batendo palmas, continuou com a funkeada Innocence, canção nova, com a cara dos hits que o requisitado Timberland recém-produziu para artistas como Justin Timberlake e Nelly Furtado.

Daí em diante, a festa só fez aumentar. Batendo cabeça e se jogando no chão, Björk pôs todo mundo para dançar com as vigorosas I Miss You e Wonderlust, esta última também do álbum Volta.

Na reta final do espetáculo, sem deixar ninguém ficar parado, ela ainda cantou Cover Me, Hyperballad – o melhor momento do show, com o público puxando sozinho o começo da música ao som dos primeiros acordes – e a não menos animada Pluto.

Depois de aproximadamente uma hora, Björk deixa o palco, mas retorna logo em seguida para o aguardado bis. Ela pede desculpas pelo português fraco, diz que é muito bom estar de volta ao país (onde já se apresentou em 1996 e em 1998) e apresenta os músicos que a acompanham. Gritando “Viva La Revolución”, ela volta a incendiar a platéia com Declare Independence, num bombástico final para uma inspirada apresentação.

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