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Bicicleta é uma grande parceira da saúde

Arquivo Geral

23/11/2004 0h00

A bicicleta é o meio de transporte e de lazer mais politicamente correto que existe. Em Brasília, os jovens – os maiores fãs dela – costumam chamá-la de camelo. Bike, magrela, camelo, qualquer que seja o apelido, o fato é que esta popular invenção pode ser a melhor amiga de sua saúde.

A bicicleta há muito deixou de ser um objeto de desejos de crianças e adolescentes. Hoje em dia, os adultos também disputam os espaços públicos para desfilarem suas “máquinas” azeitadas e velozes. Seja para transporte ou simplesmentes para fazer exercício ou passear descompromissadamente.

O fisiologista Paulo Zogaib, de 47 anos, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), defende que o uso regular da bicicleta traz muitos benefícios à saúde ou, como ele prefere dizer, “evita uma série de prejuízos”. “O nosso corpo é feito para fazer atividade física e não para ficar parado. Diferente é o sedentário, não quem faz exercícios”, afirma o médico.

Segundo o especialista, andar de bicicleta reduz o colesterol, a pressão arterial, ajuda a controlar o diabetes e diminui o risco de doenças coronarianas, além de contribuir para a redução da obesidade e fortalecer os músculos dos membros inferiores. “A bicicleta é espetacular nesse aspecto, pois não traz lesões para o aparelho locomotor como a corrida. É ela que sustenta o peso corporal”, afirma Zogaib.

ergométricaPara o médico, não há grandes diferenças entre pedalar na rua e na bicicleta ergométrica. “O ciclismo é um exercício mais completo e dinâmico, que estimula outras alterações no organismo. Há diferenças de planos e velocidades. É diferente da carga fixa da ergométrica”, diz.

Como em qualquer esporte, a única restrição seria a sobrecarga. Por isso, não é possível uma pessoa que nunca faz exercícios, de uma hora para outra, resolver ir todo dia para o trabalho de bicicleta. “Andar numa rua movimentada é complicado e requer mais agilidade por causa dos carros. Se você pedala com muito sacrifício ou está exausto, o risco aumenta. A confiança é muito importante e a agilidade só se cria com a prática”, diz o médico.

Com habilidade, o ciclista pode fugir dos pequenos entraves para a prática do esporte proporcionados pela cidade grande. Ele só não pode fugir dos efeitos da poluição, provocada pelos carros nas grandes cidades, segundo o ambientalista Jacques Demajorovic, de 41 anos, professor da faculdade de Ciências Ambientais do Senac de São Paulo.

“Quem faz exercício aeróbico em ambientes poluídos sofre mais com a poluição. O problema se agrava no inverno porque não tem chuva e vento. Deve-se evitar principalmente pedalar ao meio-dia, horário em que a concentração de ozônio fica em altitudes mais baixas”, afirma Demajorovic.

carro a menosPara ele, um ciclista na rua representa um carro a menos no trânsito e, conseqüentemente, menor poluição do ar, que, muitas vezes, expulsa os praticantes de ciclismo para regiões um pouco mais afastadas.

“Não tem cabimento o Brasil ser um País de carro e não de pessoas. As cidades são pensadas não para seres humanos, mas para veículos”, afirma o esportista Guilherme Cavallari, que escreveu o livro Guia de Trilhas (Editora Via

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    Bicicleta é uma grande parceira da saúde

    Arquivo Geral

    23/11/2004 0h00

    A bicicleta é o meio de transporte e de lazer mais politicamente correto que existe. Em Brasília, os jovens – os maiores fãs dela – costumam chamá-la de camelo. Bike, magrela, camelo, qualquer que seja o apelido, o fato é que esta popular invenção pode ser a melhor amiga de sua saúde.

    A bicicleta há muito deixou de ser um objeto de desejos de crianças e adolescentes. Hoje em dia, os adultos também disputam os espaços públicos para desfilarem suas “máquinas” azeitadas e velozes. Seja para transporte ou simplesmentes para fazer exercício ou passear descompromissadamente.

    O fisiologista Paulo Zogaib, de 47 anos, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), defende que o uso regular da bicicleta traz muitos benefícios à saúde ou, como ele prefere dizer, “evita uma série de prejuízos”. “O nosso corpo é feito para fazer atividade física e não para ficar parado. Diferente é o sedentário, não quem faz exercícios”, afirma o médico.

    Segundo o especialista, andar de bicicleta reduz o colesterol, a pressão arterial, ajuda a controlar o diabetes e diminui o risco de doenças coronarianas, além de contribuir para a redução da obesidade e fortalecer os músculos dos membros inferiores. “A bicicleta é espetacular nesse aspecto, pois não traz lesões para o aparelho locomotor como a corrida. É ela que sustenta o peso corporal”, afirma Zogaib.

    ergométricaPara o médico, não há grandes diferenças entre pedalar na rua e na bicicleta ergométrica. “O ciclismo é um exercício mais completo e dinâmico, que estimula outras alterações no organismo. Há diferenças de planos e velocidades. É diferente da carga fixa da ergométrica”, diz.

    Como em qualquer esporte, a única restrição seria a sobrecarga. Por isso, não é possível uma pessoa que nunca faz exercícios, de uma hora para outra, resolver ir todo dia para o trabalho de bicicleta. “Andar numa rua movimentada é complicado e requer mais agilidade por causa dos carros. Se você pedala com muito sacrifício ou está exausto, o risco aumenta. A confiança é muito importante e a agilidade só se cria com a prática”, diz o médico.

    Com habilidade, o ciclista pode fugir dos pequenos entraves para a prática do esporte proporcionados pela cidade grande. Ele só não pode fugir dos efeitos da poluição, provocada pelos carros nas grandes cidades, segundo o ambientalista Jacques Demajorovic, de 41 anos, professor da faculdade de Ciências Ambientais do Senac de São Paulo.

    “Quem faz exercício aeróbico em ambientes poluídos sofre mais com a poluição. O problema se agrava no inverno porque não tem chuva e vento. Deve-se evitar principalmente pedalar ao meio-dia, horário em que a concentração de ozônio fica em altitudes mais baixas”, afirma Demajorovic.

    carro a menosPara ele, um ciclista na rua representa um carro a menos no trânsito e, conseqüentemente, menor poluição do ar, que, muitas vezes, expulsa os praticantes de ciclismo para regiões um pouco mais afastadas.

    “Não tem cabimento o Brasil ser um País de carro e não de pessoas. As cidades são pensadas não para seres humanos, mas para veículos”, afirma o esportista Guilherme Cavallari, que escreveu o livro Guia de Trilhas (Editora Via

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