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Bangue-bangue das Arábias

Arquivo Geral

09/04/2004 0h00

Viggo Mortensen deixa a pose do imponente herói Aragon, da trilogia de O Senhor dos Anéis, e entra na pele da improvável lenda do oeste norte-americano Frank T. Hopkins na melosa aventura Hidalgo – que em português levou o nome de Mar de Fogo. Mortensen é Frank, um caubói mameluco que, no fim do século 19, teria vencido mais de 400 corridas de resistência montado no seu cavalo pintado, Hidalgo.

Num momento de decadência, Frank, alcoólatra, sobrevive de fazer estripulias sobre Hidalgo numa arena de rodeio, onde diverte uma platéia de ricaços do velho-oeste. Um dos espectadores é Aziz (Adam Alexi-Malle), braço direito do xeque árabe Riyadh – interpretado pelo ator egípcio Omar Sharif (Doutor Jivago e, mais recentemente, O 13º Guerreiro). Aziz convoca o caubói a ser o primeiro cavaleiro estrangeiro a participar da corrida de sobrevivência chamada Oceano de Fogo, no deserto árabe.

Aceito o desafio, Frank participa de um bangue-bangue no Oriente Médio (ainda mais depois de descobrir que o xeque Riyadh era fã dos heróis do faroeste Wyatt Earp e Bufalo Bill). A corrida, de 3 mil milhas, com pouca água e comida, é pano de fundo para mostrar o emotivo relacionamento de Frank com seu cavalo mustangue que, como o próprio dono, é filho de uma mistura de raças. A produção de Joe Johnson caminha a passos lentos e prima pela pieguice à lá Corcel Negro. O mérito da película não vai além da boa recriação do período de 1890.

Frank Hopkins e seu mustangue espanhol Hidalgo realmente existiram, como narra a história. No entanto, a veracidade das aventuras do caubói é questionável. Estudos e testemunhas apontam a possibilidade de que o personagem não passaria de um grande mentiroso. Ainda que proceda a polêmica, o filme se trata de uma ficção e como tal deve ser encarado, apesar dos exageros que supervalorizam os feitos heróicos do caubói em meio às tempestades de areia dos desertos árabes.

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    09/04/2004 0h00

    Viggo Mortensen deixa a pose do imponente herói Aragon, da trilogia de O Senhor dos Anéis, e entra na pele da improvável lenda do oeste norte-americano Frank T. Hopkins na melosa aventura Hidalgo – que em português levou o nome de Mar de Fogo. Mortensen é Frank, um caubói mameluco que, no fim do século 19, teria vencido mais de 400 corridas de resistência montado no seu cavalo pintado, Hidalgo.

    Num momento de decadência, Frank, alcoólatra, sobrevive de fazer estripulias sobre Hidalgo numa arena de rodeio, onde diverte uma platéia de ricaços do velho-oeste. Um dos espectadores é Aziz (Adam Alexi-Malle), braço direito do xeque árabe Riyadh – interpretado pelo ator egípcio Omar Sharif (Doutor Jivago e, mais recentemente, O 13º Guerreiro). Aziz convoca o caubói a ser o primeiro cavaleiro estrangeiro a participar da corrida de sobrevivência chamada Oceano de Fogo, no deserto árabe.

    Aceito o desafio, Frank participa de um bangue-bangue no Oriente Médio (ainda mais depois de descobrir que o xeque Riyadh era fã dos heróis do faroeste Wyatt Earp e Bufalo Bill). A corrida, de 3 mil milhas, com pouca água e comida, é pano de fundo para mostrar o emotivo relacionamento de Frank com seu cavalo mustangue que, como o próprio dono, é filho de uma mistura de raças. A produção de Joe Johnson caminha a passos lentos e prima pela pieguice à lá Corcel Negro. O mérito da película não vai além da boa recriação do período de 1890.

    Frank Hopkins e seu mustangue espanhol Hidalgo realmente existiram, como narra a história. No entanto, a veracidade das aventuras do caubói é questionável. Estudos e testemunhas apontam a possibilidade de que o personagem não passaria de um grande mentiroso. Ainda que proceda a polêmica, o filme se trata de uma ficção e como tal deve ser encarado, apesar dos exageros que supervalorizam os feitos heróicos do caubói em meio às tempestades de areia dos desertos árabes.

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