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Avanços surpreendem especialistas

Arquivo Geral

14/10/2004 0h00

As doenças reumáticas, também conhecidas como enfermidades do tecido conjuntivo, são um grupo heterogêneo de problemas baseados em inflamações proporcionadas pela desregulação de nosso sistema imunológico. É quando os anticorpos, responsáveis pela defesa do nosso organismo, produzidos em excesso acabam se acumulando em alguma parte de nosso corpo, trazendo várias complicações.

Entre as doenças reumáticas mais comuns estão a artrite reumática, a artrose, o lupus, a osteoporose, a fibromialgia e, em menor escala, a febre reumática. Para todas elas, a medicina vem tentando soluções e tratamentos que ajudem a melhorar a qualidade de vida daqueles que as possuem.

Durante o XXV Congresso de Reumatologia, os especialistas apresentaram alguns desses avanços. Um deles é um medicamento antiartrósico que utiliza duas substâncias naturais encontradas na cartilagem, que são a glicosamina e a condroitina. Juntas, elas ajudam a produzir exatamente a cartilagem que a artrose “come” provocando o atrito de osso com osso e, conseqüentemente, a dor.

No caso da artrite reumática, uma das doenças reumáticas mais sérias, duas novidades chamaram a atenção dos médicos: um novo teste de sangue, chamado de ANTI-CCP, e novos agentes biológicos, remédios que inibem a inflação.

A artrite reumática ocorre quando os ossos e a cartilagem são destruídos lentamente, provocando dor, inchaço, vermelhidão e queimação nas articulações, principalmente as dos dedos dos pés, das mãos, e, ainda as das mãos, dos pés e do pulso. Calcanhar, joelho e cotovelo também podem ser atingidos.

O ANTI-CCP é um teste de sangue que detecta a presença de anticorpos no sangue. “Este exame está sendo utilizado no mundo inteiro há dois ou três anos. No Brasil é mais recente, mas já pode ser visto em todas as regiões. É o mais sensível para verificar com precocidade a existência da artrite reumática. E essa precocidade é importante para evitar que a doença cause danos maiores às articulações ou mesmo que ela passe a atingir outras articulações”, afirma o dr. Geraldo Castelar.

A outra novidade na área são os medicamentos inibidores do chamado TNF, o fator de necrose tumoral, substância envolvida na inflamação das juntas. E entre eles, uma das novidades mostradas no congresso, é o Humira, do laboratório Abbot.

A diferença do Humira para os similares, explicam os especialistas, é que este é o único que usa um anti-corpo monoclonal que é totalmente humano, ou seja, são proteínas reconhecidas pelo organismo humano que ajudam no controle da inflamação da artrite. Por serem monoclonais, estas proteínas não sofrem reações adversas do corpo, ajudando no tratamento da doença.

Medicamentos como o Humira são utilizados, contudo, apenas naqueles pacientes que não reagem aos tratamentos e remédios convenionais. Outros que têm sistema parecido, que buscam inibir o TNF, mas não utilizam anti-corpos totalmente humanos, são o Embrel e o Remical.

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    Arquivo Geral

    14/10/2004 0h00

    As doenças reumáticas, também conhecidas como enfermidades do tecido conjuntivo, são um grupo heterogêneo de problemas baseados em inflamações proporcionadas pela desregulação de nosso sistema imunológico. É quando os anticorpos, responsáveis pela defesa do nosso organismo, produzidos em excesso acabam se acumulando em alguma parte de nosso corpo, trazendo várias complicações.

    Entre as doenças reumáticas mais comuns estão a artrite reumática, a artrose, o lupus, a osteoporose, a fibromialgia e, em menor escala, a febre reumática. Para todas elas, a medicina vem tentando soluções e tratamentos que ajudem a melhorar a qualidade de vida daqueles que as possuem.

    Durante o XXV Congresso de Reumatologia, os especialistas apresentaram alguns desses avanços. Um deles é um medicamento antiartrósico que utiliza duas substâncias naturais encontradas na cartilagem, que são a glicosamina e a condroitina. Juntas, elas ajudam a produzir exatamente a cartilagem que a artrose “come” provocando o atrito de osso com osso e, conseqüentemente, a dor.

    No caso da artrite reumática, uma das doenças reumáticas mais sérias, duas novidades chamaram a atenção dos médicos: um novo teste de sangue, chamado de ANTI-CCP, e novos agentes biológicos, remédios que inibem a inflação.

    A artrite reumática ocorre quando os ossos e a cartilagem são destruídos lentamente, provocando dor, inchaço, vermelhidão e queimação nas articulações, principalmente as dos dedos dos pés, das mãos, e, ainda as das mãos, dos pés e do pulso. Calcanhar, joelho e cotovelo também podem ser atingidos.

    O ANTI-CCP é um teste de sangue que detecta a presença de anticorpos no sangue. “Este exame está sendo utilizado no mundo inteiro há dois ou três anos. No Brasil é mais recente, mas já pode ser visto em todas as regiões. É o mais sensível para verificar com precocidade a existência da artrite reumática. E essa precocidade é importante para evitar que a doença cause danos maiores às articulações ou mesmo que ela passe a atingir outras articulações”, afirma o dr. Geraldo Castelar.

    A outra novidade na área são os medicamentos inibidores do chamado TNF, o fator de necrose tumoral, substância envolvida na inflamação das juntas. E entre eles, uma das novidades mostradas no congresso, é o Humira, do laboratório Abbot.

    A diferença do Humira para os similares, explicam os especialistas, é que este é o único que usa um anti-corpo monoclonal que é totalmente humano, ou seja, são proteínas reconhecidas pelo organismo humano que ajudam no controle da inflamação da artrite. Por serem monoclonais, estas proteínas não sofrem reações adversas do corpo, ajudando no tratamento da doença.

    Medicamentos como o Humira são utilizados, contudo, apenas naqueles pacientes que não reagem aos tratamentos e remédios convenionais. Outros que têm sistema parecido, que buscam inibir o TNF, mas não utilizam anti-corpos totalmente humanos, são o Embrel e o Remical.

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