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Aula de futebol IMPERDÍVEL

Arquivo Geral

26/06/2004 0h00

Quem viu Pelé jogar “ao vivo” não se surpreende com o que o filme Pelé Eterno, de Aníbal Massaini, mostra. Quem não teve o privilégio e desconfia daquilo que o pai e os tios (os “coroas”) contam, agora tem uma boa oportunidade de levar a sério o que ouve.

O jovem desses tempos de internet – e celulares que tornam a nossa vida tão rápida –, não tanto quanto a dos seus super-heróis dos videogames e dos filmes da TV a cabo, poderão ver um Pelé também muito rápido mentalmente. Os lances selecionados para o filme comprovam que Pelé estava mentalmente, no mínimo, dois segundos à frente dos adversários – uma eternidade no futebol.

Pelé encerra nesse filme que jamais houve um jogador como ele. Demonstrava visão periférica, aliada a uma incrível capacidade de dominar o tempo. Quando ele ia no lance (o filme mostra bem) parecia dispor de um computador mental que lhe dava coordenadas, meticulosa medição física, para onde ir. O balanço de sua ginga impedia marcadores de recuperar o tempo da bola perdido e contê-lo. Mesmo com 1,67m de altura, conseguia deixar zagueiros grandalhões para trás, nas jogadas aéreas. Tudo pelo simples cálculo correto do tempo. Pelé antevia tanto um lance que se dava ao luxo de criar um repertório inesgotável de dribles.

E a dinâmica da malandragem? Era um mestre. Enganava juízes desatentos, cavando pênaltis. Apanhava quieto, mas sabia bater. Batia na cadência do lance, como os jovens o verão se vingando de um uruguaio na Copa do Mundo de 1970, no México. Só Pelé via o que ninguém via em campo. Por isso, a bola o preferia. Fazia o que ele pensava uma eternidade na frente dos outros. É só conferir.

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    26/06/2004 0h00

    Quem viu Pelé jogar “ao vivo” não se surpreende com o que o filme Pelé Eterno, de Aníbal Massaini, mostra. Quem não teve o privilégio e desconfia daquilo que o pai e os tios (os “coroas”) contam, agora tem uma boa oportunidade de levar a sério o que ouve.

    O jovem desses tempos de internet – e celulares que tornam a nossa vida tão rápida –, não tanto quanto a dos seus super-heróis dos videogames e dos filmes da TV a cabo, poderão ver um Pelé também muito rápido mentalmente. Os lances selecionados para o filme comprovam que Pelé estava mentalmente, no mínimo, dois segundos à frente dos adversários – uma eternidade no futebol.

    Pelé encerra nesse filme que jamais houve um jogador como ele. Demonstrava visão periférica, aliada a uma incrível capacidade de dominar o tempo. Quando ele ia no lance (o filme mostra bem) parecia dispor de um computador mental que lhe dava coordenadas, meticulosa medição física, para onde ir. O balanço de sua ginga impedia marcadores de recuperar o tempo da bola perdido e contê-lo. Mesmo com 1,67m de altura, conseguia deixar zagueiros grandalhões para trás, nas jogadas aéreas. Tudo pelo simples cálculo correto do tempo. Pelé antevia tanto um lance que se dava ao luxo de criar um repertório inesgotável de dribles.

    E a dinâmica da malandragem? Era um mestre. Enganava juízes desatentos, cavando pênaltis. Apanhava quieto, mas sabia bater. Batia na cadência do lance, como os jovens o verão se vingando de um uruguaio na Copa do Mundo de 1970, no México. Só Pelé via o que ninguém via em campo. Por isso, a bola o preferia. Fazia o que ele pensava uma eternidade na frente dos outros. É só conferir.

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