Menu
Promoções

Asmáticos crônicos podem ter mais problemas dentários

Arquivo Geral

06/10/2004 0h00

Estudo feito pela disciplina de Pneumologia do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), revelou que pessoas com asma desde a infância têm mais chance de ter problemas dentários.

Esse é o primeiro trabalho a relacionar a doença respiratória com o posicionamento dos dentes. O estudo comparou a face, a boca e os modelos de gesso da boca de adultos asmáticos e não-asmáticos. A autora do trabalho, a dentista Viviana Cristina Martins Faria, comparou um grupo de asmáticos com outro de pessoas sem problemas respiratórios.

Uma das observações do trabalho é que o alinhamento dos dentes é prejudicado. De 53 não-asmáticos, 27 tinham os dentes da parte superior da boca alinhados com os inferiores. Entre o grupo de asmáticos, esse número era de apenas 15. Já a projeção dos dentes superiores para a frente era presente em 11 de 40 asmáticos e em apenas 2 entre 35 não-asmáticos.

É preciso que os asmáticos procurem tratar a doença o mais cedo possível para minimizar as consequências dos problemas ortodônticos, que podem ainda se refletir sobre a postura e a digestão.

O fechamento dos lábios também é diferente. De 53 não-asmáticos, apenas 13 não fechavam a boca, enquanto 30 de 61 asmáticos não conseguiam manter a boca fechada espontaneamente. Isso acontece porque pessoas asmáticas, por terem dificuldade em respirar, criam o hábito de respirar pela boca. “Se uma pessoa respira mal, há conseqüências que a deformam ou prejudicam”, afirma a pesquisadora.

A asma também pode influenciar na forma de morder. De 40 asmáticos, 17 apresentavam problemas desse tipo, contra apenas 4 de 35 não-asmáticos. O estudo revela ainda que a arcada dentária dos asmáticos também é mais estreita que a dos que não têm a doença.

    Você também pode gostar

    Asmáticos crônicos podem ter mais problemas dentários

    Arquivo Geral

    06/10/2004 0h00

    Estudo feito pela disciplina de Pneumologia do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), revelou que pessoas com asma desde a infância têm mais chance de ter problemas dentários.

    Esse é o primeiro trabalho a relacionar a doença respiratória com o posicionamento dos dentes. O estudo comparou a face, a boca e os modelos de gesso da boca de adultos asmáticos e não-asmáticos. A autora do trabalho, a dentista Viviana Cristina Martins Faria, comparou um grupo de asmáticos com outro de pessoas sem problemas respiratórios.

    Uma das observações do trabalho é que o alinhamento dos dentes é prejudicado. De 53 não-asmáticos, 27 tinham os dentes da parte superior da boca alinhados com os inferiores. Entre o grupo de asmáticos, esse número era de apenas 15. Já a projeção dos dentes superiores para a frente era presente em 11 de 40 asmáticos e em apenas 2 entre 35 não-asmáticos.

    É preciso que os asmáticos procurem tratar a doença o mais cedo possível para minimizar as consequências dos problemas ortodônticos, que podem ainda se refletir sobre a postura e a digestão.

    O fechamento dos lábios também é diferente. De 53 não-asmáticos, apenas 13 não fechavam a boca, enquanto 30 de 61 asmáticos não conseguiam manter a boca fechada espontaneamente. Isso acontece porque pessoas asmáticas, por terem dificuldade em respirar, criam o hábito de respirar pela boca. “Se uma pessoa respira mal, há conseqüências que a deformam ou prejudicam”, afirma a pesquisadora.

    A asma também pode influenciar na forma de morder. De 40 asmáticos, 17 apresentavam problemas desse tipo, contra apenas 4 de 35 não-asmáticos. O estudo revela ainda que a arcada dentária dos asmáticos também é mais estreita que a dos que não têm a doença.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado