Tiras de aço viraram 32 esculturas nas mãos do artista plástico Omar Franco. A exposição Esculturas Fáceis estará aberta à visitação a partir de hoje no Conjunto Cultural da Caixa com obras abstratas produzidas especialmente para o evento. A entrada é franca.
De acordo com o artista, as peças já estavam planejadas há um ano e meio, mas foram produzidas durante o segundo semestre deste ano. A idéia de criar os trabalhos partiu de uma pequena escultura que seu filho, Ciro Gabriel, de 11 anos, fez com tiras de aço inox no ateliê da casa dele. “Ele me inspirou a fazer a mesma coisa só que em uma escala maior. E o resultado pode ser conferido na exposição”, afirma.
Na entrada, 12 peças estão distribuídas de forma que se comunicam umas com as outras e também com o público. As obras são abstrações produzidas a partir de tiras de aço, que foram torcidas e retorcidas até criarem as formas atuais. “Queria sair do bidimensional e ir para o tridimensional. Como se fosse uma brincadeira. É comum encontrar isso no universo infantil”, afirma Omar.
Segundo Franco, a execução das esculturas foi difícil, mas a visualização e concepção foram bastante simples. Por isso o nome da exposição ser Esculturas Fáceis. “São obras trabalhosas, no entanto há uma facilidade de observação. Só de olhar a pessoa compreende”, diz.
O objetivo principal de Omar é aproximar as pessoas da arte. “Tem obras que se pode pisar, outras que dão para passar por baixo. Chega a ser divertido”, brinca. Para ele, é importante fazer com que as pessoas interajam com obras, pois hoje o Brasil não tem muito interesse pela arte. “A exposição é uma maneira de ajudar na educação das pessoas, principalmente com as crianças. Cria em todos um interesse em saber como foi feito”, diz.
Na exposição, as esculturas vão desde o chão até 2,8 metros de altura. O artista utilizou tiras de aço de seis metros de comprimento para compor as 32 obras. Há 28 anos, o artista mineiro abandonou a carreira de professor e trabalha exclusivamente com arte. As esculturas ele produz há 16 anos, muitas delas espalhadas pela capital federal. A mostra poderá ser visitada até o dia 1º de fevereiro de 2004. Depois, segue para o Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Salvador. “Vou mostrar para o Brasil o meu trabalho”, conclui Omar.