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As Cadeirinhas da Vovó

Arquivo Geral

06/10/2003 0h00

Herbert Vianna e Bi Ribeiro nunca tocaram juntos em Brasília. O primeiro, filho de militar – seu pai, Hermano Vianna, era responsável pelos vôos oficiais do presidente da República, genereal Ernesto Geisel – foi cedo para o Rio de Janbeiro. O segundo, filho de diplomata – o hoje embaixador Jorge Ribeiro, que em 1976 chefiava o cerimonial do Palácio do Planalto – mudou-se logo depois. Eles moravam na 104 Sul, zoavam pela quadra e andavam de skate. Renato Russo era vizinho, morava na 303 Sul. Em 1977 Herbert foi estudar no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Bi foi em seguida. Lá eles começaram a tocar e mais tarde criaram a banda, na verdade um trio com Vital na bateria e que se chamava As Cadeirinhas da Vovó, uma homenagem à Vovó Ondina de Bi Ribeiro, que abrigava a aventura dos garotos. Os Paralamas do Sucesso são a principal e mais coesa banda pop do Brasil. Começaram na trilha do The Police, UB 40 e dos jamaicanos Sly Dunbar & Robbie Shakespeare. Terminaram fazendo um som próprio que hoje influencia meio mundo do pop nacional. Essa história, completa, pode ser conferida agora com a edição de Os Paralamas do Sucesso: Vamo Batê Lata – título emprestado de música do grupo também usada por Fernanda Abreu. O livro do jornalista Jamari França, principal olheiro, crítico e repórter do Rock Brasil nos anos 80, por meio de uma concorrida coluna semanal no Jornal do Brasil, conta em 352 páginas a história da banda que, por afinidade e inspiração, sempre se anunciou como sendo de Brasília. Bi nasceu no Rio, Herbert em João Pessoa, na Paraíba e Barone – que substituiu Vital antes do contrato com a gravadora – é carioca. Os Paralamas são contratados da EMI desde o início da carreira. Naquela casa lançaram 21 discos (incluindo coletâneas no Brasil e no exterior).

O livro mostra a trajetória da banda, os relacionamentos amorosos dos integrantes e conta alguns detalhes do conturbado “casamento” de Herbert Vianna com Paula Toller, entre 1984 e 1986. Desta curta união surgiram alguns hits do rock nacional como Como Eu Quero e Porque Não Eu (Kid Abelha) e Lanterna dos Afogados e Quase Um Segundo (Paralamas).

Vamo Batê Lata encerra com a morte de Lucy, mulher de Herbert, que perdeu a vida naquele fatídico acidente de ultraleve no dia 4 de fevereiro de 2001. O Brasil inteiro ouviu, perplexo, Fausto Silva, às 16h, anunciar que o líder dos Paralamas do Sucesso e sua mulher haviam sofrido um acidente de ultraleve na praia em frente à casa do guitarrista Dado Villa-Lobos, no litoral sul fluminense, quando as duas famílias e alguns amigos se reuniriam para o aniversário de Fernanda, mulher de Dado.

Enfim, uma obra que merece ser devorada imediatamente, para que se entenda, inclusive, o repertório de Longo Caminho, o atual trabalho do power trio “brasiliense”, que será base do show do próximo sábado, às 18h, em frente à Catedral.

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    As Cadeirinhas da Vovó

    Arquivo Geral

    06/10/2003 0h00

    Herbert Vianna e Bi Ribeiro nunca tocaram juntos em Brasília. O primeiro, filho de militar – seu pai, Hermano Vianna, era responsável pelos vôos oficiais do presidente da República, genereal Ernesto Geisel – foi cedo para o Rio de Janbeiro. O segundo, filho de diplomata – o hoje embaixador Jorge Ribeiro, que em 1976 chefiava o cerimonial do Palácio do Planalto – mudou-se logo depois. Eles moravam na 104 Sul, zoavam pela quadra e andavam de skate. Renato Russo era vizinho, morava na 303 Sul. Em 1977 Herbert foi estudar no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Bi foi em seguida. Lá eles começaram a tocar e mais tarde criaram a banda, na verdade um trio com Vital na bateria e que se chamava As Cadeirinhas da Vovó, uma homenagem à Vovó Ondina de Bi Ribeiro, que abrigava a aventura dos garotos. Os Paralamas do Sucesso são a principal e mais coesa banda pop do Brasil. Começaram na trilha do The Police, UB 40 e dos jamaicanos Sly Dunbar & Robbie Shakespeare. Terminaram fazendo um som próprio que hoje influencia meio mundo do pop nacional. Essa história, completa, pode ser conferida agora com a edição de Os Paralamas do Sucesso: Vamo Batê Lata – título emprestado de música do grupo também usada por Fernanda Abreu. O livro do jornalista Jamari França, principal olheiro, crítico e repórter do Rock Brasil nos anos 80, por meio de uma concorrida coluna semanal no Jornal do Brasil, conta em 352 páginas a história da banda que, por afinidade e inspiração, sempre se anunciou como sendo de Brasília. Bi nasceu no Rio, Herbert em João Pessoa, na Paraíba e Barone – que substituiu Vital antes do contrato com a gravadora – é carioca. Os Paralamas são contratados da EMI desde o início da carreira. Naquela casa lançaram 21 discos (incluindo coletâneas no Brasil e no exterior).

    O livro mostra a trajetória da banda, os relacionamentos amorosos dos integrantes e conta alguns detalhes do conturbado “casamento” de Herbert Vianna com Paula Toller, entre 1984 e 1986. Desta curta união surgiram alguns hits do rock nacional como Como Eu Quero e Porque Não Eu (Kid Abelha) e Lanterna dos Afogados e Quase Um Segundo (Paralamas).

    Vamo Batê Lata encerra com a morte de Lucy, mulher de Herbert, que perdeu a vida naquele fatídico acidente de ultraleve no dia 4 de fevereiro de 2001. O Brasil inteiro ouviu, perplexo, Fausto Silva, às 16h, anunciar que o líder dos Paralamas do Sucesso e sua mulher haviam sofrido um acidente de ultraleve na praia em frente à casa do guitarrista Dado Villa-Lobos, no litoral sul fluminense, quando as duas famílias e alguns amigos se reuniriam para o aniversário de Fernanda, mulher de Dado.

    Enfim, uma obra que merece ser devorada imediatamente, para que se entenda, inclusive, o repertório de Longo Caminho, o atual trabalho do power trio “brasiliense”, que será base do show do próximo sábado, às 18h, em frente à Catedral.

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