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Arquivo Geral

24/11/2003 0h00

Remanescente da turma do Cinema Novo de Joaquim Pedro de Andrade e Glauber Rocha, Maurice Capovilla encerra a mostra competitiva do 36º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com seu novo longa-metragem, Harmada, baseado na obra homônima do escritor gaúcho João Gilberto Noll, de 1993. Este será o primeiro filme feito por Capovilla em 28 anos de jejum cinematográfico, desde quando realizou O Jogo da Vida (1975). Diferente das produções de Rogério Sganzerla e Júlio Bressane, já exibidas no festival, Harmada é completamente inédito. “Ninguém verá o filme antes de Brasília. Nem eu mesmo consegui assistir a versão que irá para o festival”, revela Capovilla. A temática da produção é universal. Apesar de brasileira, não se prende a regionalismos. A cidade fictícia de Harmada, retrada pelo romancista, não é somente o que ambienta o enredo. Os espaços exteriores são fundamentais para contextualizar a trajetória de decadência e sucesso de um ator mambembe interpretado por Paulo César Pereio. O filme de Capovilla teve o total consentimento do escritor. “Reli o livro de João, me inspirei e liguei imediatamente para ele. João me deu carta branca, daí resolvi fazê-lo. Mas ele não interferiu em momento algum”, gratifica-se. Por ser uma adaptação – ainda que livre – de uma obra literária para o cinema, comparações serão inevitáveis. O cineasta, porém conhece o risco e não se intimida. “Sempre haverá aquele comentário de que o livro é melhor. Diria que o filme é diferente. Acho ruim ele não ser fiel ao romance, mas devemos entender que a linguagem é diferente. O cinema precisa ter mais ação”, acredita. No entanto, Capovilla está ansioso para conhecer a reação do público à sua nova experiência: “Tenho uma expectativa muito grande. O filme é muito inusitado e não faço idéia de como será a reação das pessoas”.

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    24/11/2003 0h00

    Remanescente da turma do Cinema Novo de Joaquim Pedro de Andrade e Glauber Rocha, Maurice Capovilla encerra a mostra competitiva do 36º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com seu novo longa-metragem, Harmada, baseado na obra homônima do escritor gaúcho João Gilberto Noll, de 1993. Este será o primeiro filme feito por Capovilla em 28 anos de jejum cinematográfico, desde quando realizou O Jogo da Vida (1975). Diferente das produções de Rogério Sganzerla e Júlio Bressane, já exibidas no festival, Harmada é completamente inédito. “Ninguém verá o filme antes de Brasília. Nem eu mesmo consegui assistir a versão que irá para o festival”, revela Capovilla. A temática da produção é universal. Apesar de brasileira, não se prende a regionalismos. A cidade fictícia de Harmada, retrada pelo romancista, não é somente o que ambienta o enredo. Os espaços exteriores são fundamentais para contextualizar a trajetória de decadência e sucesso de um ator mambembe interpretado por Paulo César Pereio. O filme de Capovilla teve o total consentimento do escritor. “Reli o livro de João, me inspirei e liguei imediatamente para ele. João me deu carta branca, daí resolvi fazê-lo. Mas ele não interferiu em momento algum”, gratifica-se. Por ser uma adaptação – ainda que livre – de uma obra literária para o cinema, comparações serão inevitáveis. O cineasta, porém conhece o risco e não se intimida. “Sempre haverá aquele comentário de que o livro é melhor. Diria que o filme é diferente. Acho ruim ele não ser fiel ao romance, mas devemos entender que a linguagem é diferente. O cinema precisa ter mais ação”, acredita. No entanto, Capovilla está ansioso para conhecer a reação do público à sua nova experiência: “Tenho uma expectativa muito grande. O filme é muito inusitado e não faço idéia de como será a reação das pessoas”.

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