O teatro de Brasília se inspira na militância da atriz e dramaturga Conchita de Moraes – cubana que criou, no Brasil, a Fundação Brasileira de Teatro – e também fez as suas vezes para defender o progresso das Artes Cênicas na capital federal, com a revitalização da Sala Conchita de Moraes, do Teatro Dulcina (Conic). O espaço foi vítima de ameaças de destruição em 2001, e a partir deste fim de semana será revalorizado com a realização do projeto Viva Conchita!.
O evento funcionará como um festival de montagens teatrais, que ocupam a sala do Teatro Dulcina de hoje até o mês de junho, com apresentação de espetáculos, pelo menos, em dois finais de semana por mês. Em tempo: a preços populares, com inteira a R$ 10 e meia-entrada, por apenas R$ 5.
O programa abre com a exibição da peça Dois Perdidos, adaptação livre do texto de Plínio Marcos, Dois Perdidos Numa Noite Suja (virou filme em 2001 pela mãos de José Joffily). No palco, o espetáculo é divido pelos atores Arthur Tadeu Curado e Sérgio Sartório que, respectivamente, vivem Paco e Tonho. O primeiro é um jovem explosivo e inconseqüente criado na rua, enquanto Tonho é um rapaz do interior que busca tão-somente uma vida melhor na cidade grande.
No próximo fim de semana, Viva Conchita! apresenta a montagem Complexo de Cinderela e, na seqüência, A Armadilha. Até o mês de junho serão exibidos os espetáculos Max e Clair, de Bernardo Felinto; Pisando em Plumas, de Andréa Alfaia; Objetos, Coisas e Mentiras, de Humberto Pedrancini; Verdadeiro ou Falso, Marcela Hollanda; e Você Não é Perfeita, Tchau, de Alexandre Ribondi.