Pessoas estressadas quase sempre transportam os problemas do trabalho para a vida pessoal. Além de comprometer a qualidade de vida e o convívio com amigos e familiares, a fadiga crônica provoca distúrbios físicos e psicológicos. Um dos problemas comuns de pessoas nessa situação é relatado com constrangimento: o comprometimento da atividade sexual. Uma abordagem revolucionária é proposta pelo WSM, que trata do estresse no ambiente corporativo, antes que este contamine a vida pessoal e se instale na intimidade do casal. Homens e mulheres enfrentam dificuldades até para distinguirem os efeitos da ansiedade de outras situações inibidoras ao sexo. O público masculino, por exemplo, quase sempre imagina que os problemas são apenas físicos porque se queixa de disfunção erétil ou de ejaculação precoce. Já as mulheres que manifestam falta de desejo lembram de síndromes como dores de cabeça ou dores no corpo, além de uma vida conjugal difícil e monótona. Em ambos os casos, doses elevadas e diárias de adrenalina alteram o sistema regulador da libido. “O estresse tóxico é prejudicial à vida sexual de qualquer pessoa. Se o problema for prolongado e sem tratamento, pode afetar o relacionamento do casal”, comenta Marcos Lago, psiquiatra do Hospital das Clínicas (SP).