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Anomalias congênitas são vilãs

Arquivo Geral

30/10/2004 0h00

A cardiologista Eney Fernandes, do HUB, explica que existem dois problemas de anomalias congênitas do coração que são as principais causas de morte súbita em atletas, a miocardiopatia hipertrófica, responsável por 80% das incidências, e as lesões nas coronárias.

Segundo ela, a miocardiopatia hipertrófica é uma anomalia nos músculos do coração. “Em função da má-formação, este órgão aumenta de tamanho. O aumento das paredes do coração faz com que haja um estreitamento da saída do sangue do coração do ventrículo esquerdo para a aorta”, detalha a especialista.

A aorta é a artéria que joga o sangue do coração para todo o corpo. Quando ocorre a miocardiopatia hipetrófica, com este canal fechado, o sangue não consegue sair do coração, provocando a parada cardíaca.

O caso das lesões coronárias é diferente. De acordo com a médica da UnB, esta é uma anomalia congênita nas veias do coração. “As coronárias nutrem os músculos cardíacos. Eles precisam ter fluxo de sangue suficiente para o coração fazer seus movimentos de contração. Se o sangue não chega até eles, pode ocorrer uma parada cardíaca”, esclarece a dra. Eney.

Sem perceberA especialista afirma que muitas vezes, nesses casos, as pessoas têm anamolias congênitas nas coronárias – a falta de uma delas, por exemplo – e só percebem mais tarde. “Pode ser que o primeiro sintoma sentido já seja a própria morte súbita”, coloca.

Contudo, as duas anomalias citadas pela médica, segundo ela, podem ser detectadas facilmente. “O atleta, antes de participar de qualquer competição, deve passar por uma avaliação médica e fazer alguns exames para saber se está tudo bem com ele”, ensina.

A cardiologia exemplifica que exames simples como a ausculta cardíaca pode, por exemplo, identificar disfunções como o sopro, indicador de possíveis anomalias no coração. Além disso, outros exames são fundamentais para identificar problemas cardíacos, como são os casos do teste ergométrico, mais conhecido como o teste de esforço e o teste ergoespirométrico, mais completo que analisa todas as funções cardiorrespiratórias. “O fundamental é que os atletas estejam bem preparados”, conclui a dra. Eney.

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    A cardiologista Eney Fernandes, do HUB, explica que existem dois problemas de anomalias congênitas do coração que são as principais causas de morte súbita em atletas, a miocardiopatia hipertrófica, responsável por 80% das incidências, e as lesões nas coronárias.

    Segundo ela, a miocardiopatia hipertrófica é uma anomalia nos músculos do coração. “Em função da má-formação, este órgão aumenta de tamanho. O aumento das paredes do coração faz com que haja um estreitamento da saída do sangue do coração do ventrículo esquerdo para a aorta”, detalha a especialista.

    A aorta é a artéria que joga o sangue do coração para todo o corpo. Quando ocorre a miocardiopatia hipetrófica, com este canal fechado, o sangue não consegue sair do coração, provocando a parada cardíaca.

    O caso das lesões coronárias é diferente. De acordo com a médica da UnB, esta é uma anomalia congênita nas veias do coração. “As coronárias nutrem os músculos cardíacos. Eles precisam ter fluxo de sangue suficiente para o coração fazer seus movimentos de contração. Se o sangue não chega até eles, pode ocorrer uma parada cardíaca”, esclarece a dra. Eney.

    Sem perceberA especialista afirma que muitas vezes, nesses casos, as pessoas têm anamolias congênitas nas coronárias – a falta de uma delas, por exemplo – e só percebem mais tarde. “Pode ser que o primeiro sintoma sentido já seja a própria morte súbita”, coloca.

    Contudo, as duas anomalias citadas pela médica, segundo ela, podem ser detectadas facilmente. “O atleta, antes de participar de qualquer competição, deve passar por uma avaliação médica e fazer alguns exames para saber se está tudo bem com ele”, ensina.

    A cardiologia exemplifica que exames simples como a ausculta cardíaca pode, por exemplo, identificar disfunções como o sopro, indicador de possíveis anomalias no coração. Além disso, outros exames são fundamentais para identificar problemas cardíacos, como são os casos do teste ergométrico, mais conhecido como o teste de esforço e o teste ergoespirométrico, mais completo que analisa todas as funções cardiorrespiratórias. “O fundamental é que os atletas estejam bem preparados”, conclui a dra. Eney.

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