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Anjo pornográfico

Arquivo Geral

21/09/2004 0h00

O universo rodriguiano parece não ter fim. Prova disso é mais uma mostra em torno da obra de Nelson Rodrigues, que começa hoje, no Centro Cultural Banco do Brasil. Nelson Rodrigues e o Cinema: Traduções – Traições, trará, ao longo de duas semanas, filmes feitos sob inspiração dos textos dele, filmes que o inspiraram e filmes que usaram temáticas rodriguianas nos roteiros.

Organizada pelo cineasta Eugênio Puppo e pelo professor Ismail Xavier, a mostra passou pelo CCBB do Rio de Janeiro de 7 a 19 desse mês e tem por objetivo apontar a presença de Nelson Rodrigues na nossa cultura em geral e no cinema em especial. “Ele é o escritor brasileiro mais filmado. Sua relação com o cinema também sempre foi muito forte”, explica Eugênio Puppo.

A idéia de montar a mostra surgiu de uma conversa entre Puppo e Xavier, em novembro de 2001. “Estávamos pensando sobre como o cinema é fechado, como ele dialoga pouco com as outras artes, daí começamos a falar sobre Nelson Rodrigues”, lembra Puppo. O resultado desse papo foi o livro Nelson Rodrigues e o Cinema: Traduções – Traições, lançado por Puppo. Daí veio a mostra. “Passei da teoria à prática, para avaliar o que era bom e ruim dentro de todo esse universo rodriguiano”, afirma.

E quem vai julgar o que ficou fiel ou não é o próprio público, porque a curadoria decidiu colocar o que na opinião deles ficou bom e também o que ficou ruim. “A mostra tenta ajudar o público a compreender a obra de Nelson”, conta Puppo.

Cerca de sete encontros durante um mês entre Puppo e Xavier traçaram a programação. Para eles, o marco zero é Meu Destino é Pecar, de Manuel Pelufo, a primeira adaptação, filmada em 1952. “Incluímos também A Falecida, de Leon Hirszman, apesar do Nelson não gostar. Ele achava o filme muito sério”, adianta Puppo. Ele destaca Toda Nudez Será Castigada como um dos imperdíveis. O filme de Arnaldo Jabor terá sessões amanhã, às 21h, e dia 29, às 21h. Confira os outros horários na programação

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    21/09/2004 0h00

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    Organizada pelo cineasta Eugênio Puppo e pelo professor Ismail Xavier, a mostra passou pelo CCBB do Rio de Janeiro de 7 a 19 desse mês e tem por objetivo apontar a presença de Nelson Rodrigues na nossa cultura em geral e no cinema em especial. “Ele é o escritor brasileiro mais filmado. Sua relação com o cinema também sempre foi muito forte”, explica Eugênio Puppo.

    A idéia de montar a mostra surgiu de uma conversa entre Puppo e Xavier, em novembro de 2001. “Estávamos pensando sobre como o cinema é fechado, como ele dialoga pouco com as outras artes, daí começamos a falar sobre Nelson Rodrigues”, lembra Puppo. O resultado desse papo foi o livro Nelson Rodrigues e o Cinema: Traduções – Traições, lançado por Puppo. Daí veio a mostra. “Passei da teoria à prática, para avaliar o que era bom e ruim dentro de todo esse universo rodriguiano”, afirma.

    E quem vai julgar o que ficou fiel ou não é o próprio público, porque a curadoria decidiu colocar o que na opinião deles ficou bom e também o que ficou ruim. “A mostra tenta ajudar o público a compreender a obra de Nelson”, conta Puppo.

    Cerca de sete encontros durante um mês entre Puppo e Xavier traçaram a programação. Para eles, o marco zero é Meu Destino é Pecar, de Manuel Pelufo, a primeira adaptação, filmada em 1952. “Incluímos também A Falecida, de Leon Hirszman, apesar do Nelson não gostar. Ele achava o filme muito sério”, adianta Puppo. Ele destaca Toda Nudez Será Castigada como um dos imperdíveis. O filme de Arnaldo Jabor terá sessões amanhã, às 21h, e dia 29, às 21h. Confira os outros horários na programação

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