Falta ainda um mês para o Natal, mas as produções inspiradas em Papai Noel já começam a dar os ares da graça. É o caso de O Expresso Polar, a extravagência técnica e cinematográfica assinada pelo diretor Robert Zemeckis, com a cumplicidade do ator Tom Hanks, um dos produtores e maior incentivador desta pretenciosa animação que estréia hoje na cidade.
Zemeckis e Hanks, que já haviam trabalhado juntos em O Náufrago e Forrest Gump, fizeram parte de um projeto que custou a baba de US$ 150 milhões e utilizou tecnologia de ponta para contar uma história simples e tocante.
Em O Expresso Polar, um garoto que insiste em acreditar na existência de Papai Noel, embarca em um trem para conhecer o bom velhinho. Durante a viagem fantástica, ela vai descobrindo um mundo novo e reforçando, nele, o mágico espírito natalino.
Neste longa-metragem, Tom Hanks interpreta o maquinista que leva o garoto em sua surreal aventura. O ator gravou sua cena, conectado a chips, em frente a um fundo totalmente branco. Suas emoções e expressões foram digitalizadas depois, virando animação, que se juntou a cenários coloridos e animados.
A figura do garoto foi idealizada a partir de fotos de Hanks, enquanto criança. O ator também interpreta as expressões do menino e de mais quatro outros personagens. A moderna técnica de animação – já experimentada no filme Senhor dos Anéis, com o monstrinho Gollum, partes 2 e 3 – consegue, segundo Zemeckis, humanizar de forma inédita os bonecos e garantir uma sensação diferente aos espectadores.
As filmagens de O Expresso Polar duraram apenas 40 dias. O filme, com mensagem altruísta, é inspirado nas histórias infantis de Chris Van Allsburg.