O escritor israelense Amós Oz foi agraciado com o Prêmio Príncipe de Astúrias das Letras 2007, anunciado hoje em Oviedo, na Espanha, em reconhecimento da “defesa da paz entre os povos” que faz em sua obra.
“Sendo grande amante da literatura espanhola e hispano-americana, é para mim uma honra particular ser reconhecido com este prêmio”, afirmou.
O júri que outorgou o prêmio destacou que Amós Oz “contribuiu para fazer do hebraico um brilhante instrumento para a arte literária e para a revelação certeira das realidades mais preocupantes e universais de nosso tempo”.
Também destacou “a denúncia de todas as expressões do fanatismo” presente em sua obra.
A candidatura de Amós Oz foi apresentada pela catedrática de Literatura Espanhola da Universidade de Barcelona Rosa Navarro Durán, que fez parte do júri que concedeu o prêmio ao narrador, ensaísta e jornalista israelense. Amós Oz venceu na última votação o escritor albanês Ismail Kadaré.
Os outros candidatos que chegaram às últimas votações eram a romancista canadense Margaret Atwood, o poeta coreano Ko Um e o escritor italiano Antonio Tabucchi.
Foram apresentadas 35 candidaturas procedentes de 23 países ao Prêmio Príncipe de Astúrias das Letras 2007. O prêmio, que outorga € 50 mil (US$ 67 mil) e uma estatueta desenhada por Joan Miró, é o quarto concedido este ano, após os de Cooperação Internacional (Al Gore), Artes (Bob Dylan) e Pesquisa Científica e Técnica (Ginés Morata e Peter Lawrence).
Em edições anteriores, obtiveram o Príncipe de Astúrias das Letras José Hierro, Juan Rulfo, Ángel González, Mario Vargas Llosa, Camilo José Zela, Claudio Rodríguez, Carlos Fuentes, Francisco Umbral, Günter Grass, Augusto Monterroso, Doris Lessing, Arthur Miller, Susan Sontag, Claudio Magris e Paul Auster.