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Amor impresso no oceano

Arquivo Geral

21/10/2004 0h00

Acalentado por Salim Miguel há mais de 20 anos, Mare Nostrum – Romance Desmontável chega às livrarias neste mês, marcando sua estréia na Editora Record. Na cidade, o autor promove noite de autógrafos hoje, às 19h, no Restaurante Carpe Diem (104 Sul).

Mare Nostrum apresenta Salim em seus habitats naturais: na pequena Biguaçu (perto de Florianópolis, onde morou dos cinco aos 19 anos) e na literatura de inquietação que produz, sempre capaz de desenvolver novas formas de contar histórias. Desta vez, faz do mar o seu protagonista e elo de histórias humanas de personagens que se cruzam ou não, sob vozes narrativas distintas.

O livro mostra o oceano humanizado, reconhecendo-lhe vontades, desígnios. “Sempre fui fascinado pelo mar e sempre fiz questão de residir próximo a ele. A explicação demandaria muito tempo e uma análise que deixo para os leitores e críticos.”

No livro, a ligação entre um texto e outro é feita por meio de um nome, de um som, de uma frase, de uma situação. Um exemplo: o menino Altimar de Marulho faz a ponte com Seo Neno e o Tétano. Tudo isso entre menções a Cruz e Souza, Eça, Camões, Pessoa, Mann e outros. “Jamais consegui escrever um romance convencional, com começo meio e fim. Situações e personagens surgem e reaparecem, ou não, como na própria vida”, explica o autor. Mas a realidade não se impõe à sua escrita: “É a imaginação que costura tudo, transformando até uma mentira em aprofundamento da realidade e verdade.”

Nascido no Líbano, em 1924, Salim Miguel aportou no Brasil em 1927, indo morar com os pais libaneses em Santa Catarina. Passou a infância e a adolescência em Biguaçu. Casou-se com Eglê Malheiros e entre 1947 e 1957 participou do Grupo Sul, de Florianópolis. Atuou ainda como jornalista e editor da revista carioca Ficção e foi vencedor de inúmeros prêmios literários.

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    Acalentado por Salim Miguel há mais de 20 anos, Mare Nostrum – Romance Desmontável chega às livrarias neste mês, marcando sua estréia na Editora Record. Na cidade, o autor promove noite de autógrafos hoje, às 19h, no Restaurante Carpe Diem (104 Sul).

    Mare Nostrum apresenta Salim em seus habitats naturais: na pequena Biguaçu (perto de Florianópolis, onde morou dos cinco aos 19 anos) e na literatura de inquietação que produz, sempre capaz de desenvolver novas formas de contar histórias. Desta vez, faz do mar o seu protagonista e elo de histórias humanas de personagens que se cruzam ou não, sob vozes narrativas distintas.

    O livro mostra o oceano humanizado, reconhecendo-lhe vontades, desígnios. “Sempre fui fascinado pelo mar e sempre fiz questão de residir próximo a ele. A explicação demandaria muito tempo e uma análise que deixo para os leitores e críticos.”

    No livro, a ligação entre um texto e outro é feita por meio de um nome, de um som, de uma frase, de uma situação. Um exemplo: o menino Altimar de Marulho faz a ponte com Seo Neno e o Tétano. Tudo isso entre menções a Cruz e Souza, Eça, Camões, Pessoa, Mann e outros. “Jamais consegui escrever um romance convencional, com começo meio e fim. Situações e personagens surgem e reaparecem, ou não, como na própria vida”, explica o autor. Mas a realidade não se impõe à sua escrita: “É a imaginação que costura tudo, transformando até uma mentira em aprofundamento da realidade e verdade.”

    Nascido no Líbano, em 1924, Salim Miguel aportou no Brasil em 1927, indo morar com os pais libaneses em Santa Catarina. Passou a infância e a adolescência em Biguaçu. Casou-se com Eglê Malheiros e entre 1947 e 1957 participou do Grupo Sul, de Florianópolis. Atuou ainda como jornalista e editor da revista carioca Ficção e foi vencedor de inúmeros prêmios literários.

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